As Forças Armadas egípcias prenderam desde julho 309 integrantes de supostos grupos extremistas envolvidos em atos de terrorismo no norte da Península do Sinai, anunciou neste domingo o porta-voz militar Ahmed Ali.
O responsável explicou em entrevista coletiva que os detidos pertenciam a grupos "takfiri" (extremistas sunitas jihadistas) e eram "criminosos" que possuiam armas e "planejavam ataques" contra as forças de segurança e os civis no norte do Sinai.
Desde o lançamento de uma operação militar contra estes grupos e a derrubada do presidente egípcio islamita Mohammed Mursi em um golpe de Estado em 3 de julho, as Forças Armadas apreenderam 357 armas pesadas e milhares de balas, segundo Ali.
Entre esse material se encontra também bombas de fabricação caseira com o selo das Brigadas de Ezedin Al Qasam, braço armado do movimento islamita palestino Hamas, acrescentou o porta-voz. Ali destacou que foi encontrado "material cada vez mais sofisticado na preparação dos ataques" nos refúgios dos supostos terroristas.
Além disso, as Forças Armadas conseguiram desativar dois artefatos explosivos que pesavam mais de 150 quilos em um túnel construído sob uma torre das forças de segurança egípcias na fronteira do Egito com a Faixa de Gaza.
"A operação vai ser mais dura e mais forte contra quem ameaçar a segurança do país", disse Ali. A ofensiva no norte do Sinai continuará até acabar com os refúgios dos terroristas, acrescentou o porta-voz. Para Ali, estes grupos aumentaram sua atividade de maneira "sem precedentes" depois de 30 de junho, quando foram realizados grandes protestos para pedir eleições antecipadas no país e que levaram o exército a depor o islamita Mohammed Mursi.
Segundo o porta-voz, os grupos takfiri têm como alvo principal de seus ataques as forças de segurança para desestabilizar a Península do Sinai e declarar a região um "emirado islâmico".









