O advogado Leonardo Moraes, que faz a defesa de Mary Jane, acusada de encomendar o sequestro do estudante Roberta Dias, ocorrido em abril de 2012, na cidade de Penedo, irá requer junto ao Ministério Público Estadual (MPE/AL) que o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) acompanhe as investigações sobre o caso, conduzida pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).

Moraes alega que seu pedido será sustentado pelo cooperativismo existente dentro das polícias, já que a investigação resultou na prisão de três agentes da Polícia Civil, apontados como os executadores do crime. “Polícia não pode investigar Polícia. Nunca vi o resultado de uma investigação como essa dá certo”, argumentou.

Segundo ele, é injustificável a prisão dos agentes Carlos Freire Cardoso, 34, Cledson Oliveira da Silva, 33, e Carlos Bráulio Lopes Idalino, sem que o delegado Rubem Natário, que na época  no  crime era titular da delegacia de Penedo, seja ao menos investigado no caso. “Se foram presos os policiais, porque também não prenderam o delegado”, questionou.

Moraes salienta que a informação de que Mary Jane tem parentesco com os policias é inverídica. “Ela nem conhece eles”. Ele afirma que pela forma com a investigação está sendo conduzida é muito provável que mais na frente seja provada a inocência dos policiais no caso.

De acordo com a investigação da PC, Idalino teria sido o homem que forçou Roberta Dias a entrar em um veículo, com uma arma apontada para a cabeça. O crime teria sido encomendado pela ex-sogra de Roberta Dias, Mery Jane, por R$ 30 mil pago aos policiais. Um homem identificado como Jorge Ferreira continua foragido.

 A possível elucidação da morte da estudante revelou um esquema de tráfico de drogas, na cidade ribeirinha.