Luis Vilar e Candice Almeida/Editor-geral e estagiária
O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), concedeu entrevista exclusiva ao CadaMinuto Press. Palmeira falou sobre a relação com o Legislativo de Maceió. Disse que não aceitará pressão para o aumento do duodécimo da Casa de Mário Guimarães. “Os vereadores me conhecem. Sabem que não aceito pressão. Vamos ao diálogo”, salientou.
De acordo com o tucano, mais dinheiro para a Câmara apenas após o convencimento, diante de boas razões. Rui Palmeira ainda fez uma avaliação de seu primeiro ano de mandato. Destacou a importância da reforma administrativa que deve chegar ao parlamento-mirim ainda neste ano. Pelo que se percebe, o prefeito quer aplicar um “choque de gestão” na administração municipal. Confira.
O senhor está próximo de encerrar o primeiro ano de gestão. Qual avaliação é possível fazer? Ocorreu tudo como foi planejado neste primeiro ano no comando da Prefeitura Municipal de Maceió?
Foi um ano de arrumação. Todo mundo sabe a situação em que encontramos a prefeitura do ponto de vista administrativo e financeiro, não vale nem à pena ficar repetindo. Foi um ano para colocar a casa em ordem. Conseguimos fazer isto. Estamos trabalhando esta base para que possamos – como foi anunciado nesta semana em coletiva – retomar várias obras emblemáticas. Entre elas, está o Vale do Reginaldo. Esta arrumação é o tipo de trabalho que a população não enxerga, que muitas vezes a imprensa não enxerga, mas que se não fizermos a coisa não anda. É um trabalho técnico de planejamento que pensa Maceió para o futuro. Com isto será possível reiniciar várias obras ainda neste segundo semestre. Esperamos até o mês de dezembro tocar muita coisa e anunciar muita coisa boa para a cidade de Maceió.
Se o senhor tivesse que destacar os maiores desafios deste primeiro ano, quais seriam destacados?
O grande desafio foi colocar ordem na casa, como citei. Foi conseguir ter minimamente uma gestão e um compartilhamento de informações entre as secretarias. Não tinha uma organização administrativa. Mas, tenho certeza que no momento que conseguirmos encaixar tudo isto, as coisas vão ficar bem mais fáceis. Este tem sido o grande desafio: colocar ordem nas questões administrativas e financeiras da Prefeitura de Maceió. A partir daí nós vamos buscar resolver as demandas de saúde, educação e infraestrutura. A organização é o básico para que possamos avançar em todas as áreas.
As gestões sempre ficam conhecidas por uma marca. Um exemplo é a administração anterior, que acabou sendo reconhecida em função das obras. Que marca o senhor espera deixar ao sair da cadeira de prefeito de Maceió?
Espero que no futuro me olhem como alguém que foi responsável. Um gestor responsável com o dinheiro público e com a gestão. Para mim esta é uma marca importante apesar de do ponto de vista do marketing ser preciso focar para dizer se é o social, se é o concreto, se é isso ou aquilo. Acho que neste ponto, temos que buscar um equilíbrio. Precisamos das obras, mas também do olhar social por estarmos em uma das cidades mais desiguais do Brasil. É preciso ter uma atenção especial com esta questão. É uma gestão que quer ter responsabilidade para poder pensar com seriedade na Saúde, na Educação, no Social e nas obras. Tem que ser assim. Que no futuro fique a marca de um gestor responsável.
