O ex-secretário de Educação de Alagoas, Adriano Soares, utilizou sua página no Facebook nesta segunda-feira (02) para avaliar a pré-candidatura do senador Benedito de Lira (PP) ao governo. Segundo ele, o senador se precipitou ao divulgar suas intenções de concorrer ao Palácio República dos Palmares e ficou “sozinho na pista, exposto e sem apoios formais”.
“O evento do final de semana, para quem sabe ler o processo eleitoral, foi um erro e uma exposição das suas fragilidades políticas. E Téo, Nonô, Renan e Collor sabem muito bem fazer essa leitura”, destacou Soares em sua postagem, se referindo à convenção ocorrida na sexta-feira (30), onde Biu de Lira foi reeleito presidente do partido em Alagoas para o biênio 2013/2015.
O ex-secretário lembrou que, em 2005, apenas o empresário João Lyra – hoje deputado federal – se antecipou ao lançar sua candidatura, alcançando quase 40% nas pesquisas de intenção de votos e perdeu a disputa para o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), cujo nome foi lançado apenas em 2006.
“João Lyra era o único nome que se autolançou previamente, colocando-se como candidato a governador. Nenhum outro interessado mostrou as suas cartas antes de começar o jogo!”, frisou Soares.
Para ele, um candidato que se lança sozinho tem que mostrar “musculatura”, ou seja: angariar apoios, bancar uma estrutura política e crescer nas intenções de votos. “Se sozinho não crescer, muito pior quando os adversários se lançarem no tempo mais próximo ao período eleitoral, quando já se saberá o tamanho do candidato precoce”.
Soares destacou que, no evento do final de semana, nenhuma liderança ou partido declarou apoio a candidatura de Biu de Lira. “Existe um candidato previamente autolançado em evento festivo, sem contudo angariar apoios públicos de lideranças políticas”.
Na postagem, o ex-secretário também avaliou as posturas do senador Renan Calheiros (PMDB), que não descarta, mas também não assume publicamente a sua candidatura e do senador Fernando Collor (PTB), que ainda não definiu se concorrerá ao Senado ou ao Governo do Estado.
Sobre o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), Soares disse que o tucano tem as cartas nas mãos e elogiou o silêncio “sábio” do vice-governador Thomaz Nonô (DEM).
