O desaparecimento da estudante de contabilidade Bárbara Regina, vista pela última vez na boate Le Hotel, na Ponta Verde, completa um ano neste domingo, 01 de setembro, rodeado de mistérios e uma pergunta: onde está o corpo da jovem? A vítima foi dada como morte pela polícia alagoana logo no início das investigações quando o principal suspeito no caso, o empresário Otávio Cardoso foi identificado.
Durante os 365 dias do ano, várias especulações sobre o que teria motivado a morte de Bárbara foram divulgadas na imprensa, inclusive uma reviravolta anunciada pela Polícia Civil que mudou totalmente o rumo das investigações. No dia 25 de abril deste ano, a PC surpreendeu a todos ao convocar uma coletiva de imprensa para apresentar Tiago Handerson como envolvido no sumiço e morte da estudante. Em seu depoimento ele apontou Vanessa Ingrid - acusada de mandar matar outras jovens e ser a líder de uma rede de prostituição - como a mandante da morte de Bárbara.

A informação acabou culminando na reabertura do caso. Na ocasião, Tiago disse que a jovem foi atraída para uma armadilha arquitetada por Vanessa, que com a ajuda de Otávio e de seu amante Genilson dos Santos, matou Bárbar esquartejada em um terreno em Rio Largo.
Porém, o coordenador do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público (Gecoc), Alfredo Gaspar de Mendonça, afirmou à imprensa que o depoimento de Tiago não levava a indícios concretos da ligação entre as duas jovens.

Enquanto a polícia afirma não ter dúvidas que a estudante foi assassinada, os familiares aguardam com a esperança outras respostas. Em entrevista ao CadaMinuto, a avó de Bárbara, Tereza de Jesus, afirmou que nenhuma homenagem será feita para a neta devido à falta do desfecho do caso. “Não posso realizar uma missa para um defunto que está vivo. Para mim ela continua desaparecida”.
Tereza explica que todo o tempo “a dor maior é não saber o que aconteceu, se ela está morta onde está o corpo. Nós precisamos que esse rapaz seja preso para que ele possa falar o que ele fez com a minha menina. Se ele matou que mostre onde está o corpo”.
Segundo ela, conviver com a impotência de não pode solucionar o desaparecimento da neta foi pior do que não ter a presença dela em casa. “Os únicos sentimentos que consigo ter são impotência, esperança e desespero. A Polícia daqui é muito fraca, deixou esse rapaz solto quando descobriu que ele era acusado e agora ele sumiu. Entregamos o caso nas mãos de Deus”.

De acordo com Tereza, há três meses a família não tem informações sobre as investigações. O último contato feito foi o coordenador do Gecoc, Alfredo Gaspar de Mendonça, mas segundo ela, o grupo está de “mãos atadas”, pois muitas provas foram pedidas com o tempo.
Em julho deste ano, o caso ganhou mais um capítulo com a entrada do delegado e ex-chefe da Polícia Federal José Pinto de Luna, contratado pela família da estudante de contabilidade para tentar investigar com maior propriedade os fatos levantados até agora no caso.
