Antes de caminhar na procissão de Nossa Senhora dos Prazeres, o deputado federal Givaldo Carimbão garantiu ao blog Bernardino que não há "nada pessoal" de sua parte com o deputado Alexandre Toledo, e que não tem medo algum de disputar o pleito com ele no mesmo palanque.

"O que existe", afirmou, "é a falta de um acordo na Executiva Estadual do PSB. Esta sim, é a razão da minha rejeição ao Toledo".

Carimbão disse que antes de se comentar a vinda de Alexandre Toledo, foi decidido em reunião do partido na Executiva estadual, que passaria por mim as novas filiações nas esferas federal. E a de estadual, a responsabilidade de montar a chapa ficou a cargo do suplente Alberto Sexta-Feira, que atualmente comanda a Secretaria Estadual do Trabalho.

"E para surpresa minha e do próprio Sexta-Feira, fiquei sabendo pela imprensa e jamais pela boca de Kátia Born a possibilidade de filiações de Alexandre Toledo e Inacio Loiola.

Não escondo ter sido surpreendido com a notícia de que a presidente Kátia Born tinha ido ao Recife apresentar ao presidente nacional do partido,governador e presidenciável Educardo Campos, as filiações-atrações do PSB com Toledo e Loiola", reage Carimbão.

O parlamentar também disse que ficou acordado na reunião da Executiva Estadual do partido que não haveria condições de apresentarmos um nome para candidatar-se ao governo nas eleições de 2014.

E questiona: "Como, de repente, surge a decisão de fazermos um palanque para Alexandre Toledo?. É muito estranho tão posicionamento".

Carimbão vai para a sua quinta reeleição como federal e antes tinha sido eleito vereador em Maceió. Portanto, disse ele, "tenho uma história no PSB e mereço respeito".

E reforçou: "A minha trajetória na disputa federal sempre foi crescente em voto nas urnas. No primeiro mandato, fui eleito com 40 mil, no segundo com 60, no terceiro com 80 e o último, em 2010 subiu para 95 mil. Por isso, não tenho o que temer, apenas exijo respeito à minha história no PSB".

Carimbão nasceu em Itabi, cidade sergipana em 14 de outubro de 1957, antes de ser político foi um bem sucedido empresário no ramo do comércio. Além do PSB, já foi do PTR e PV. Seu primeiro mandato de político como vereador por Maceió, foi 1989, sendo reeleito em 1993 e 1997. Em 1999, foi eleito pela primeira vez deputado federal, nunca perdeu uma eleição e teve bastante cotado para disputar uma vaga de Senador em 2010.

O deputado confessou que desde que foi anunciada a ida de Toledo para o PSB, não conversou com o governador pernambucano Eduardo Campos a esse respeito. "Tenho uma trajetória de luta no socialismo de Alagoas e Nacional, onde até fui líder de bancada e por duas vezes vice-líder: uma do próprio Eduardo Campos e a outra vez de sua mãe, a deputada Ana Arraes", disse Carimbão.

Ele está decidido a sair do PSB imediatamente após a confirmada da filiação de Toledo.

Questionado sobre a possibilidade da perda do mandato se deixar o partido pelo qual se elegeu, Carimbão citou o exemplo de Romário, que deixou o partido por insatisfação com o tratamento dado pela alta cúpula do PSB a ele.

"Não tenho medo e mereço respeito por tudo que fiz dentro da legenda nesses quase 25 anos de partido", avisou.

O parlamentar garante que essa insatisfação não é apenas sua.

"Procurem o Alberto Sexta-feira que ele também está descontente, pois acha que também foi traído e isolado pela Kátia Born, que, sem consultá-lo, estava negociando a entrada de Isnaldinho Bulhões (PDT) no partido, assim como a filiação dos tucanos Joãozinho Pereira e Edval Gaia Filho", concluiu o deputado.

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