"Os Estados Unidos vão promover uma ação militar contra a Síria", afirmou em um discurso neste sábado o presidente americano, Barack Obama. Em tom belicista, o democrata citou as vítimas do suposto ataque com armas químicas que teria sido levado a cabo pelo governo sírio para justificar a decisão americana e acusou Bashar al-Assad, a quem chamou de ditador, de ser responsável pelo "pior ataque com armas químicas do século".
Apesar de dispor de amplos poderes legais para tomar uma ação militar - atitude que defendeu no discurso de hoje -, Obama afirmou que vai pedir autorização do Congresso. Ele já havia deixado claro que acredita que os Estados Unidos devem fazer algo para responsabilizar o governo sírio pelo ataque. A intervenção defendida pelo presidente americano ocorre porque o uso de armas químicas "representa um perigo à segurança nacional" e é "um assalto à dignidade humana", nas palavras de Obama.
"Vou pedir autorização para o uso da força aos representantes da população americana no Congresso. Teremos debate e votação quando o Congresso retornar ao trabalho", disse o presidente americano. Estamos preparados para atacar quando quisermos", disse o democrata.
"É a coisa certa a se fazer para nossa democracia", disse Obama. "Sei bem que estamos cansados de guerra. Acabamos de pôr fim a uma guerra no Iraque, outra no Afeganistão. Não espero que cada nação vá nos apoiar. Mas somos os Estados Unidos da América. Não podemos, e não devemos, fechar os olhos para o que aconteceu em Damasco. É hora de mostrar ao mundo que a América se mantém fiel a seus compromissos."
O discurso de menos de 10 minutos foi realizado um dia depois de a Casa Branca divulgar uma avaliação de inteligência em que afirmava ter "muita confiança" de que o governo sírio foi responsável pelo ataque em 21 de agosto com armas químicas em uma dúzia de bairros nos arredores de Damasco que mataram pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.










