A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) apoiou e participou nesta quinta-feira, dia 29, da ação de promoção à profissionalização dos adolescentes infratores de Maceió, promovida pelo Ministério Público Estadual (MPE). O evento, que aconteceu na sede da Escola Superior do órgão, teve como objetivo inserir o maior número possível de adolescentes nos cursos profissionalizantes que são ofertados para jovens.
Mais de 40 jovens que cumprem medidas sócioeducativas em regime aberto participaram das palestras informativas sobre os mais de 60 cursos que estão sendo ofertados pelo Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) por meio do Liberdade Assistida, Programa do Sistema Único de Assistência Social (Suas) oferecido pelo Núcleo de Proteção Social Especial da Semas, para trabalhar na assistência e acompanhamento das crianças e adolescentes que cometeram algum tipo de ato infracional e agora cumprem as medidas de reeducação.
Adolescentes e representantes do MPE/AL, do Juizado da Infância e da Juventude, Defensoria Pública e do Município discutiram sobre as medidas sócioeducativas que devem ser aplicadas na área da educação profissional, ressaltando a importância da inserção do jovem reeducado ao mercado de trabalho. Os pais dos adolescentes receberam cartilhas com informações detalhadas sobre os cursos, que serão realizados nas unidades do Senai/Senac.
Para a diretora de Proteção Social Especial da Semas, Vânia Barros, as parcerias servem para garantir os cuidados especiais aos adolescentes que passam por diversas fases conturbadas. “Trabalhamos muito para capacitar esse jovem. Através do Programa Liberdade Assistida temos muitas vagas disponíveis e queremos acompanhar esse adolescente para garantir tanto o cumprimento dessas medidas educativas, como o momento em que ele é inserido no mercado de trabalho”, disse Vânia.
O promotor da infância e juventude, Rogério Paranhos, defende que mobilizar técnicos e demais profissionais de outras áreas para trabalhar na capacitação dos adolescentes é uma maneira de deixá-los bem assistidos. “Estamos em busca de bons resultados e que esses resultados possam se refletir dentro de casa e no meio social”, enfatizou Rogério.
Um adolescente de 16 anos e sua mãe, Maria Cláudia, de 47, aguardaram ansiosos para serem atendidos na sala onde as matrículas eram realizadas. “Escolhi o curso de Eletricista de Automóveis porque já trabalhava nessa área, mas não era capacitado. Agora eu e um amigo vamos até buscar um posto de trabalho depois que a gente terminar o curso”, ressaltou o menor.
Entre os cursos oferecidos pelo Programa Liberdade Assistida, estão os de Soldador Industrial, Auxiliar Administrativo, Eletricista e Confeiteiro.