O Acolhe Alagoas, programa de acolhimento voluntário e recuperação de dependentes químicos mantido pelo Governo do Estado, foi aprovado por 91% dos acolhidos e familiares que utilizam o serviço. E mais, 96% indicaria o programa para outras famílias alagoanas que precisam de ajuda para lutar contra as drogas. Os números foram apresentados na manhã desta sexta-feira (30), durante divulgação dos relatórios de monitoramento do Acolhe.
Elaborados pelo Instituto Nordestino, que trabalha junto com a Secretaria de Estado de Promoção da Paz (Sepaz) no acompanhamento e capacitação das equipes das comunidades acolhedoras, o relatório foi elaborado com base nos dados do contrato 2012-2013, encerrado em julho passado. Foram apresentados o parecer técnico sobre as comunidades, desenvolvimento do programa terapêutico, treinamentos e cursos realizados de acordo com a identificação das necessidades das equipes nas comunidades.
“Há um avanço significativo no Acolhe, e esse avanço é justamente em torno das ações de monitoramento, acompanhamento e capacitação para que tenhamos, de fato, um serviço de qualidade. O Instituto Nordestino, que é uma instituição de Recife, ganhou essa licitação e tem prestado positivamente o serviço, para que de fato a gente consiga avaliar corretamente as comunidades e definirmos, daqui para frente, o que nós queremos em termos de acolhimento”, disse o secretário de Promoção da Paz, Jardel Aderico.
No documento “Diagnóstico técnico e implantação do projeto terapêutico nas 40 comunidades acolhedoras”, o Instituto Nordestino apontou a importância do Acolhe Alagoas para a sociedade.
“Diante da realidade apresentada é possível observar que a resposta que o Governo de Alagoas traz à sociedade em relação à problemática do usuário de crack vem sendo de grande valia. Todos os encaminhamentos feitos pelo Centro de Acolhimento, as abordagens das equipes dos Anjos da Paz e o fato destes levarem o dependente na própria comunidade é algo totalmente inédito e pioneiro em todo o território nacional”.
GRAU DE SATISFAÇÃO COM O PROJETO ACOLHE ALAGOAS
Ambiente (comunidades acolhedoras e Centro de Acolhimento) - 89%
Qualidade do Serviço - 85%
Empatia (funcionários com dependente/família) - 85%
Confiabilidade (funcionários e serviço) - 90%
Atendimento técnico - 80%
Satisfação com o serviço - 91%
Recomendaria para outras famílias - 96%
Opinião das comunidades acolhedoras
Ente os dados apresentados, também foi feita uma pesquisa de opinião sobre o Acolhe Alagoas com os gestores das comunidades acolhedoras. Entre os itens mais bem avaliados, estão o bom relacionamento com a Sepaz, os Anjos da Paz e a atuação da Equipe de capacitação, incluindo o kit terapêutico (programa e atividades padronizadas nas comunidades, de forma a garantir um serviço alinhado em toda a rede).
O acompanhamento permitiu, também, mudar pontos negativos ao longo do caminho, como a capacitação em prestação de contas para diretores e contadores das comunidades, ao perceber que havia dificuldades em atender aos crivos da administração pública e isto poderia afetar o repasse das verbas para as comunidades.
“Para que alcancemos uma rede de acolhimento de qualidade, precisamos observar vários critérios, como a realidade administrativa e contábil, o cronograma terapêutico, a questão da melhoria na infraestrutura”, explicou o secretário Jardel Aderico.
Da mesma forma, foram realizados três cursos de formação para conselheiros terapêuticos, de forma a preparar profissionais e voluntários no trabalho com dependentes químicos. A próxima edição acontece no fim de setembro, sendo também aberta ao público.
Contrato emergencial é assinado
Como o contrato com as comunidades acolhedoras para compra de vagas terminou no fim de julho e o edital para próxima edição está sendo apreciado na Procuradoria Geral do Estado (PGE), está sendo assinado na tarde desta sexta-feira (30) um contrato emergencial com as comunidades que integravam o Acolhe Alagoas e mostraram-se aptas, de acordo com os relatórios apresentados.
“É uma medida para assegurar a continuidade do serviço, apenas. Aquelas comunidades que avançaram estarão cada vez mais próximas dessa relação com o Estado. Aquelas que não avançaram, ou vão ter que se adaptar imediatamente, integrar-se a uma realidade que nós exigimos enquanto Secretaria de Promoção da Paz, ou elas vão ficar fora da rede de acolhimento”, disse Jardel.
