A crise em Palmeira dos Índios, onde servidores públicos estão em greve, voltou a repercutir no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na sessão desta quinta-feira (29). Judson Cabral (PT) relatou que, atendendo ao “convite” de Edval Gaia (PSDB), esteve no município nesta manhã e constatou a insatisfação popular.

Na semana passada, o tucano e o petista trocaram farpas em plenário durante um debate acerca da administração do prefeito James Ribeiro (PSDB). Cabral criticou a gestão municipal apresentando dados e, após ouvir de Gaia que as informações não eram verdadeiras, disse que o líder do governo na ALE não merecia credibilidade.

Na sessão de hoje, o petista voltou a alfinetar o colega: “O deputado Edval Gaia precisa estar mais atento as suas manifestações. Ao contrário do que vossa excelência disse, não existem salas de aula climatizadas, as unidades de saúde estão abandonadas e o clima é de grande tensão em Palmeira dos Índios. Não perca tempo querendo trazer novos argumentos”, frisou, sugerindo que ele e Gaia mediassem o confronto entre servidores e a administração municipal.

Em aparte, o tucano reforçou o que já havia dito: “Tudo o que falei é a pura verdade. Mais de 85% dos servidores da saúde não aderiu à greve e a prefeitura paga as categorias acima do piso. Só me enganei em relação às salas de aula climatizadas, cujo projeto ainda está no papel”, afirmou. Ele garantiu que irá marcar um encontro entre o prefeito e Judson Cabral.

“Eu vi o contracheque de professores concursados e, há tempos, eles não ganham o piso. Recuso-me a mais uma réplica, porque sua defesa é insustentável”, frisou Cabral.

Informações

Ainda em plenário, Judson voltou a cobrar da Mesa Diretora que os demais parlamentares recebam com a antecedência as informações acerca das medidas adotadas pela Casa, divulgadas ultimamente por meio de notas técnicas e pela imprensa.

 “Não é decente um parlamentar receber informações da Casa pela imprensa. De repente, o procurador-geral da Assembleia tem todas as informações que há tempos já poderiam ter sido passadas aos deputados”, concluiu.