O mercado digital e os antigos alfarrábios têm preenchido a lacuna deixada pelo mercado tradicional de venda de livros em Maceió. Com livrarias segmentadas e o alto custo em seus produtos, a carência tem obrigado muitos consumidores de obras a recorrerem a outros meios para conseguir um exemplar. Na justificativa da deficiência, o baixo índice de escolaridade da população é colocado em questão.

Enquanto empresários alegam que a falta de livrarias na capital se dá pela carência de procura dos leitores, o mercado digital ganha proporções maiores de vendas nos últimos dois anos. De acordo com uma pesquisa de Produção e Venda do Mercado Editorial, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), no cenário nacional, as vendas de livros pela internet subiram 343% entre 2011 e 2012.

Fábio Santiago, gerente de uma livraria especializada na área jurídica, afirma que Maceió é muito carente de boas livrarias com venda voltada para livros de literatura. Há 15 anos trabalhando com o mercado editorial, Santiago assegura que muitas tentativas foram feitas pelo antigo dono da livraria para suprir a demanda existente, mas o mercado não foi promissor com a oferta e a loja foi vendida para uma multinacional. “Em comparação com outras capitais, até mesmo as vizinhas, Maceió deixa muito a desejar no mercado de livros”, salientou.

Fazendo um comparativo com o número de habitantes e sua experiência na área, Santiago garante que o hábito de leitura entre os alagoanos é muito pouco, o que também proporciona o déficit no número de livrarias. Segundo ele, há muitas lojas segmentadas – nas áreas de saúde, engenharia, direito, mas os outros campos ficam totalmente descobertos. Ele reconhece que tem um público voltado para os livros de literatura, mas que mesmo assim é um grupo muito seleto e pequeno. 

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