Brasilia - O líder do PP na Câmara, Arthur Lira, promoveu nesta quarta-feira (21) uma reunião do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com deputados e senadores do partido para discutir a Medida Provisória 621/2013, que trata do programa Mais Médicos. Padilha saiu do encontro com a garantia da bancada de apoiar a MP.
“Nossa bancada está comprometida com a aprovação do programa por entender a importância e a rápida melhoria que ele trará à saúde do País”, afirmou Lira ao encerrar a reunião.
Por mais de uma hora, o ministro deu detalhes do programa e destacou que ele tem três pontos mais polêmicos que tem gerado resistência da oposição. O primeiro deles é dar prioridade aos médicos brasileiros. Neste caso, explicou, a decisão que consta da medida é a de só contratar médicos estrangeiros para municípios ou lugarejos que não tenham despertado atenção dos profissionais brasileiros.
Os outros dois são em relação ao prolongamento do período de formação dos médicos e ao Sistema de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). No primeiro caso, Padilha explicou que, durante a formação, o médico não acompanha qualquer paciente por um longo período.
“Eles não acompanham uma gravidez inteira ou o tratamento de recuperação de um usuário de drogas”. Em relação ao Revalida, o ministro disse que os profissionais do exterior não serão ameaça aos médicos brasileiros, uma vez que eles terão visto de apenas três anos para ficar no País.
O ministro destacou, ainda, que hoje o Brasil tem, em média, 1,8 médico por habitantes, ficando atrás de países como a Argentina, com 3,2, e o Uruguai com 2,7. Além da pouca quantidade, o País também concentra os profissionais em áreas urbanas.
A meta é chegar em 3,2. Essa meta será perseguida ao mesmo tempo em que o Governo Federal desenvolverá com os 3.500 municípios inscritos as condições de infraestrutura para a construção ou reforma de unidades de saúde e hospitais em todo o Brasil.
