No próximo sábado (17) a Arquidiocese de Maceió inicia as comemorações de sua padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres. Durante dez dias, os católicos irão se reunir na Catedral Metropolitana, no Centro da cidade, para refletir em vários momentos o tema deste ano: “Bem-Aventurada porque acreditou na Palavra do Senhor”.
O Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, ressaltou os atuais momentos vividos pela Igreja no Brasil para a realização da festa. “Neste Ano da Fé, queremos redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”, colocou.
No dia 17 a programação inicia às 19h com Celebração Eucarística, seguindo nos demais dias às 6h com a Missa, café da manhã com os moradores de rua e Adoração ao Santíssimo Sacramento durante toda manhã. No horário da tarde a festividade continua ao meio-dia com a Bênção do Santíssimo Sacramento e mais uma Celebração Eucarística às 15h. Durante a noite acontece o Terço Meditado às 18h, seguida da última Missa.
Na solenidade de Nossa Senhora dos Prazeres, no dia 27, ocorrerá a Missa Solene às 9h com a presidência de Dom Antônio Muniz e a pregação do Bispo de Penedo, Dom Valério Breda. Os católicos se reúnem às 16h para a procissão na Catedral, seguindo o tradicional percurso até a Praça dos Martírios, onde ocorre mais uma Celebração Eucarística.
Origem da Devoção
Por volta do ano 1599, uma peste assolava Lisboa, Portugal. Uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha. A fonte passou a ser chamada de “santa”, pois água passou a curar as várias enfermidades. A imagem conduzida para sua casa dos condes colocada em um oratório. Certo dia a mesma imagem desapareceu e foi encontrada sobre o poço. Nossa Senhora manifestou-se a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construírem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres. Uma ermida foi erguida e a imagem esculpida em alabastro foi ali colocada e os prodígios não pararam.
Nossa Senhora dos Prazeres é representada com o Menino Jesus nos braços e sob os pés aparecem sete flores, correspondentes às suas sete maiores alegrias. É a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.
As maiores alegrias ou os seus maiores prazeres, foram enumerados por um noviço franciscano, como os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Divino Filho, a vista dos Reis Magos, o encontro de Jesus no templo, a primeira aparição de Cristo após a Ressurreição e finalmente a sua coroação no Céu, após sua gloriosa assunção.
Devoção no Brasil
No Brasil existem algumas igrejas dedicadas a esta invocação em Alagoas, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas), porém a mais famosa é a que se ergue nos Montes Guararapes, perto de Recife. Este templo foi edificado a fim de agradecer à Mãe Santíssima o triunfo dos brasileiros sobre os holandeses nas batalhas de Guararapes, que culminou com a rendição dos batavos, que abandonaram o país e entregarem a Cidade Maurícia ao General Francisco Barreto de Menezes, comandante geral das tropas vitoriosas.
D. João IV mandou erguer a sua custa, em consequência de uma promessa feita no campo de batalha, a capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, entregando-a aos cuidados dos monges beneditinos em 1782. No seu interior encontram-se dois painéis representando os dois combates ali travado e no muro do alpendre da igreja foi colocada uma lousa de mármore alusiva ao memorável acontecimento.
Devoção em Maceió
No início do século XIX, o povoado de Maceió já estava formado, exatamente com esse nome, pois antes era Engenho Massayó (terra alagadiça, na linguagem indígena) fundado pelo capitão Apolinário Fernandes Padilha: a atual Praça Dom Pedro II. O engenho ficava onde hoje é a Assembleia Legislativa, a casa grande, ao lado, onde é atualmente a Biblioteca Pública e a capela em louvor a São Gonçalo do Amarante, no meio do morro do Jacutinga, atrás da atual Catedral. Foram surgindo novos moradores e ocupando o espaço que o senhor de engenho destinou como patrimônio da Igreja.
Num dia de intenso sol, ele estava próximo à igrejinha, olhando sua roça quando avista um navio afundando na Enseada de Jaraguá. Ajoelha-se e reza pedindo a proteção de Nossa Senhora dos Prazeres, para que o naufrágio não se consolidasse. E foi atendido. Mandou buscar uma imagem de sua protetora em Portugal e a partir daí passou a ser a padroeira de Maceió.
História Catedral
Governava a Província Cansanção do Sinimbú, quando aconteceu o lançamento da primeira pedra, na tarde do dia 22 de julho de 1840.
Em 20 de dezembro de 1859, o Visitador Diocesano Côn. Afonso de Albuquerque procede à bênção do majestoso templo.
No dia 31, após Missa solene, o Visitador Diocesano benze a nova imagem da Padroeira, imponente escultura, ofertada pelo Barão de Atalaia. À tarde, sua majestade D. Pedro II transpõe os umbrais do templo. Com notas vibrantes é entoado o hino de ação de graças.
O Pároco de Maceió, quando da inauguração da nova Matriz, era o Côn. João Barbosa Cordeiro, cujo nome está ligado à principal obra de assistência hospitalar de nossa capital, o Hospital de Caridade, depois Santa Casa de Misericórdia, que ele idealizou e fundou em 1851.
O Decreto de 02/07/1900, do Papa Leão XIII, criava a Diocese de Alagoas e, conjuntamente, elevava à dignidade de igreja episcopal e Catedral, a Matriz de Maceió, nela instituindo a sede episcopal para aquele que deveria ser chamado bispo de Alagoas.
Serviço:
Festa da Padroeira da Cidade e da Arquidiocese de Maceió
Local: Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres
Praça Dom Pedro II, s/n, Centro, Maceió-AL
Período: 17 a 27 de agosto 2013
Telefone da Catedral: 3323-2872
Arcebispo de Maceió: Dom Antônio Muniz Fernandes
Padres da Catedral: Pe. Lídio José e Mons. Celso Alípio