“O esvaziamento do plenário é lamentável, já que a Assembleia tem muito trabalho e muito a esclarecer”, afirmou o deputado Judson Cabral (PT) ao ser questionado sobre a falta de quórum nesta quinta-feira (01), quando deveria acontecer a primeira sessão ordinária após as denúncias que colocaram em xeque, mais uma vez, a forma como o parlamento alagoano lida com o dinheiro público.

Apenas Judson, Ronaldo Medeiros (PT) e o presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB) compareceram ao plenário. Nem mesmo João Henrique Caldas (PTN), o autor das denúncias que culminaram com a entrada da Polícia Federal e da Receita Federal no caso, compareceu à  sessão.

Cabral voltou a defender o afastamento da Mesa Diretora, argumentado que, se a ALE não pode sequer prestar contas de suas ações, logo não pode fiscalizar nada. Ele afirmou que o suposto esquema demonstrado nos extratos bancários de 2011 lembra o “modus operandi” descoberto durante a Operação Taturana, só que mais “sofisticado”.

Já Ronaldo Medeiros, informou que a bancada do PT na ALE irá se reunir com o Diretório Estadual para que o partido tome uma posição oficial sobre as denúncias. “Defendemos que seja feita uma auditoria completa na folha de servidores efetivos”, destacou, lembrando que são poucos àqueles que realmente trabalham, sendo a maioria composta por “fantasmas”.

“As denúncias têm que ser respondidas o mais rapidamente possível”, frisou, acrescentando que não acreditava que o esvaziamento da sessão de hoje fosse fruto do constrangimento dos colegas em relação ao momento vivido pelo legislativo estadual.  Medeiros também concordou com o colega petista ao defender o afastamento da Mesa Diretora até a conclusão das investigações.