O flagra dado pelo presidente do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), o juiz Maurício Brêda, que encontrou o 2° Distrito Policial, no bairro da Jatiúca, de portas fechadas, resultou na abertura de processo administrativo disciplinar para apuração do fato. O despacho foi publicado nesta terça-feira (30) no Diário Oficial do Estado e assinado pelo Corregedor Geral da Polícia Civil, o delegado Osvaldo Rodrigues Nunes.

No texto, o corregedor afirma que é um absurdo a população não conseguir confeccionar o Boletim de Ocorrência (BO) devido à falta de policiais na delegacia.  Osvaldo admite o déficit no número de agentes nos quadros da Polícia Civil, pela falta da realização do concurso público, mas garante que há alguns meses, escrivães e chefe de operações deixaram de comparecer aos plantões na Central de Polícia e em outros locais, para diminuir a carga de trabalho.  

“Cumprem, apenas, o expediente nas delegacias em que estão lotados, de segunda a sexta-feira. E com folga nos sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, sempre”, afirmou o Corregedor em texto publicado no Diário Oficial.

A visita ao 2º DP ocorreu na última sexta-feira (26), quando o juiz foi informado pela população de que a unidade fechava todos os dias após 13h. A ida do magistrado ao local aconteceu depois que a delegada Luci Mônica disse, durante sessão do Conseg, que havia delegacias que fechavam depois das 14 horas.  Os moradores disseram ainda que as pessoas que chegam ao local para comunicar a ocorrência são informados de que devem procurar a Central de Flagrantes, no bairro do Farol. 

No mesmo dia, a inspeção aconteceu também no Hospital da PM e uma clínica do Corpo de Bombeiros. Na unidade hospitalar, um dos médicos de plantão do dia estava ausente, já a clínica estava fechada às 16 horas. 

A investigação de o processo disciplinar da Polícia Civil será conduzida pelo delegado Mário Jorge Marinho.