Depois de rezar o Angelus na sacada do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim, na Glória, o papa Franciscoalmoçou com 12 peregrinos - representantes dos cinco continentes e do Brasil - que participam da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Reunidos por mais de uma hora com o Pontífice, os jovens ainda não conseguiram raciocinar muito bem sobre tudo o que aconteceu devido à emoção de um encontro único na vida de cada um deles.
“Ainda não consegui entender direito o que ocorreu. Foi uma experiência de Deus almoçar com jovens de outras partes do mundo, cada um com experiências diferentes. Não tenho palavras para explicar. Foi um encontro muito simples, mas que jamais imaginava que pudesse acontecer”, disse Marcelo Galeano, o único argentino como Jorge Mario Bergoglio no almoço.
“Para mim foi um presente muito grande. Costumava acompanhá-lo quando o Papa ainda era o arcebispo de Buenos Aires e esta foi a primeira vez que o vi depois da sua escolha”, explicou o jovem, que também comemorou o verdadeiro banquete a que teve direito em tempos em que é difícil para os peregrinos almoçar bem por causa da falta de tempo e do pouco dinheiro disponível.
Galeano contou que o cardápio do almoço do Papa com os jovens tinha salada mista na entrada e risoto ao funghi como guarnição. Para o prato principal, os convidados podiam escolher entre escalope com molho ao vinho e legumes ou peito de frango.
O que os jovens mais gostaram foi a sobremesa. Tanto Galeano quanto a colombiana Paula Garcia optaram pelo mousse de maracujá - havia também tortinha de coco com chocolate.
No campo das ideias, a conversa com os jovens não fugiu da pregação que o Papa tem feito nos eventos abertos da JMJ. Segundo Paula, ele falou da necessidade de ter esperança. “Compartilhamos experiências como sobre a situação econômica dos jovens cada vez mais difícil, principalmente nos países europeus. O Papa disse que trabalho dá dignidade e que a juventude necessita encontrar dignidade. Também falou que não somos ilhas, somos comunidade, e não podemos buscar uma vida de solidão.”
Segundo os jovens, o Pontífice mostrou bastante humildade no almoço, que não teve a presença da imprensa ou de membros da organização da JMJ. “Ele disse que não é um senhor que sabe de tudo e também precisa se confessar de vez em quando”, contou Paula.









