A aposentada Ivete Machado Buosi, de 70 anos, morreu na última segunda (22) durante uma sessão para a aplicação de botox, em uma clínica localizada na Vila Floresta, em Santo André. 

Segundo informações repassadas pela polícia, esta não foi a primeira vez que a idosa realizava este tipo de intervenção, inclusive com o atendimento do mesmo médico.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, registrado no 1ºDP de Santo André, Ivete morreu ainda no consultório médico depois de passar mal e sofrer uma parada cardíaca.

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda chegou a ser acionado pelo dermatologista, dono da clínica, Ricardo Aparecido de Souza, mas já não havia mais nada a ser feito. A idosa foi declarada morta as 18h10.

“O esposo da vítima nos informou que ela nunca havia tido problema  nas outras  intervenções e que se mantinha irredutível em sua opção de realizá-las”, informou o delegado Lupércio Antônio Dimov, que comandará as investigações do caso. “Por enquanto tratamos como uma fatalidade, portanto sem indiciados. Temos de esperar os laudos médicos que ficam prontos em aproximadamente 30 dias”, definiu.

Médico

Procurado pela equipe de reportagem do BOM DIA para detalhar o ocorrido, o médico responsável pelo atendimento da idosa não foi localizado.

Entretanto, a secretária do estabelecimento informou que o dermatologista voltaria a atender nesta quinta e que não haveria nenhum tipo de interrupção no funcionamento da clínica de estética.

Quantidade de toxina  usada para fins estéticos não mata

A quantidade de toxina botulínica, responsável pelo efeito estético antirugas do botox, utilizada no procedimento estético realizado pela idosa que morreu não é suficiente para matar uma pessoa. É o que afirma a dermatologista Flávia Martelli, médica e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“A quantidade da substância utilizada neste tipo de intervenção é infinitamente inferior à necessária para paralisar o diafragma ou o músculo cardíaco de uma pessoa. Não há como o líquido migrar até estas áreas”, afirma a médica.

Segundo Flávia, apesar do laudo médico ser necessário, a aposentada provavelmente já teria algum problema cardíaco que a levaria ao óbito independentemente do local onde estivesse.