As associações militares concederam, na manhã desta quarta-feira (24), uma entrevista coletiva na sede da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas (ACS/AL) para falar sobre a situação de risco em que os policiais militares se encontram em Alagoas. De acordo com dados das entidades, nos primeiros meses deste ano, sete militares foram executados em terras alagoanas.
Segundo a categoria, a violência também bateu na porta dos policiais e bombeiros militares e a falta de investimento na segurança pública tem acarretado no aumento da criminalidade.
“A melhora da segurança pública passa por políticas públicas consistentes e isso não acontece em Alagoas. A PM trabalha com efetivo abaixo de 50% e com viaturas em duplas, quando deveria ser uma equipe policial. Juramos defender a sociedade, mas o Governo não nos dá suporte para isto. Não falta dinheiro, mas uma política diferenciada com investimentos também no profissional”, informou o presidente da Associação dos Praças (Aspra), cabo Wagner Simas.
Para os líderes militares, o número de policiais vítimas da violência é considerado alto, onde morrem mais PMs em Alagoas do que em São Paulo. De janeiro a julho, sete foram assassinados. Destes, um integrante do Corpo de Bombeiros, um policial de Sergipe e cinco policiais militares de Alagoas.
“Precisamos reduzir a criminalidade em Alagoas. A segurança pública atinge todas as classes sociais e a população precisa sentir a melhoria nas ruas. Não adianta investir em mídias se nada se faz pela segurança de Alagoas”, disse o presidente da Associação dos Oficiais de Alagoas (Assomal), Major Wellington Fragoso.
O 1º secretário da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas (ACS/AL), Cabo Wellington, acrescentou que o Governo precisa fazer algumas mudanças rigorosas no sentido de diminuir o alto índice de violência. “A necessidade de ações mais enérgicas é grande em nosso estado e iremos cobrar isso ao governador por meio de um documento que será entregue hoje”.
Reivindicações
Os militares entregam, nesta quarta-feira (24) aos representantes do Governo de Alagoas uma série de reivindicações, que passam pelo combate a violência, valorização profissional, contratação imediata de dois mil policiais, aumento do orçamento anual das corporações e modificação do Conselho Estadual de Segurança (Conseg).
Os líderes militares reclamam ainda da falta de apoio dos Direitos Humanos e Conselho Estadual de Segurança (Conseg) no pleito da categoria.
“A situação é praticamente de guerra civil. Há uma insatisfação na corporação, especialmente no que diz respeito aos Direitos Humanos. Pois, quando um policial é morto o Estado não oferece nenhum apoio à família destes militares. Pedimos também que a secretaria de segurança pública tome ações rigorosas contra violência. Outra reclamação é em relação ao Conseg. Ele não é um espaço democrático, já que, não há a participação dos profissionais de segurança e sociedade civil. Pedimos sua reformulação e que seja com 40% membros do Governo, 30% sociedade civil e 30 % trabalhadores da segurança pública”, afirmou o presidente da Associação dos subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (Assmal), sargento Teobaldo de Almeida.
Programação
Após a morte dos dois sargentos na última semana, as mobilizações em Alagoas foram reacendidas. Serão realizas duas manifestações na cidade de Maceió. Nesta quinta-feira (25) a partir das 7 horas, os policiais acampam em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro. A intenção é cobrar do Estado medidas de combate à violência. Já na terça-feira (30) haverá um ato público em frente à Praça Marechal Deodoro, no Centro.
MOVIMENTOS UNIFICADO DOS MILITARES
Informações: Cabo Wellington (ACS/AL) - 9688-0706
Sargento Teobaldo (presidente ASSMAL) - 8844.0283
Cabo Wagner Simas (presidente ASPRA) - 8843.3116
Major Wellington Fragoso (presidente ASSOMAL) - 9913-9191
