O julgamento dos acusados de matar o dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), Luciano Alves, conhecido como Grilo, foi adiado. O julgamento estava marcado para acontecer nesta quarta-feira (17) no Fórum de Arapiraca, mas 11 dos 25 jurados afirmaram que não tinham condições de participar.
O promotor José Alves de Oliveira vai pedir o desaforamento do julgamento para outra comarca, já que alguns jurados convocados afirmaram que estavam sofrendo pressões por participar do julgamento do caso. Eles declararam que foram procurados e ameaçados por pessoas envolvidas no caso. Não foi revelado se as acusações se referem à acusação ou defesa.
José Francisco da Silva (João Catu), vereador por Girau do Ponciano e apontado como o mandante do crime, seu irmão Francisco da Silva (Chiquinho Catu) e José Olegário dos Santos são acusados de participar da morte de Grilo e seriam julgados hoje.
O julgamento já havia sido adiado no último dia 3 de julho. Na ocasião, pessoas ligadas ao MST protestaram na porta do Fórum cobrando justiça. Grilo foi assassinado em 2003 próximo à cidade de Craíbas. O acusado de ser mandante do assassinato, José Francisco da Silva, disputaria com Luciano Alves a vaga para Câmara de Vereadores de Girau do Ponciano.
O crime aconteceu do feriado de 7 de setembro daquele ano quando Grilo voltava para sua residência, que ficava no assentamento em Girau do Ponciano. Ele foi abordado por homens armados em uma motocicleta, que atiraram nele e fugiram em seguida. Luciano era coordenador do assentamento 25 de julho, membro da Direção Estadual do MST e também filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
