O prefeito afastado de Rio Largo, Toninho Lins vai responder pelos crimes praticados referentes às fraudes cometidas em processos licitatórios. Os desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) acataram por unanimidade, durante sessão do Pleno nesta terça-feira (16) a denúncia oferecida pelo Ministério Público. O Pleno também indeferiu o pedido de prisão preventiva dele.
O procurador-chefe do MP, Sérgio Jucá, afirmou que a condenação de Toninho é justa pela quantidade de crimes que são atribuídos a ele. Jucá frisou que foram danos gravíssimos ao erário do município de Rio Largo.
A denúncia recebida pelo TJ versa sobre uma fraude no processo licitatório referente a venda de um terreno. Ainda nesta terça-feira os desembargadores votam o recebimento ou não de outra denúncia contra o prefeito.
Agora Toninho irá responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos, fraude em licitações e formação de quadrilha.
Afastado do comando da prefeitura de Rio Largo, desde abril deste ano, o gestor é acusado de diversos atos improbidade administrativa, com crimes de fraude à licitação e um desvio de mais de R$ 20 mil. Toninho Lins também vem respondendo a mais de dez ações na justiça de Alagoas, além de enfrentar quatro processos criminais.
Toninho Lins foi afastado do cargo pela primeira vez em junho deste ano, quando o Ministério Público denunciou e o Tribunal de Justiça, através do desembargador Otávio Leão Praxedes pediu a prisão do prefeito, sob acusação de apropriação de bens e renda pública em proveito próprio, alienação de bem público em desacordo com a lei, falsidade ideológica, dispensa ilegal de licitação e formação de quadrilha. Tudo isso teve como ápice a venda ilegal de um terreno na cidade.
O prefeito afastado de Rio Largo foi libertado, desde então, vem amargando derrotas na justiça, uma vez que teve seus pedidos para retornar ao cargo negados, com a justiça mantendo o afastamento além de bloquear os bens do político.
