Um grupo de funcionários da Usina Laginha, do Grupo João Lyra, em União dos Palmares, foi detido na noite desta segunda-eira (15) para prestar esclarecimentos sob a acusação de destruir barracos e atirar contra membros do movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). O caso está sob a responsabilidade do delegado Manoel Wanderley.
De acordo com Marcos Marques, coordenador do MLST/AL, um grupo de funcionários foi até o acampamento, que possui, em média, 150 pessoas, destruiu parte dos barracos, e atirou contra os membros do movimento. “Um grupo de funcionários veio até o acampamento que nós estamos e destruiu nossos barracos. Na segunda vez, eles já vieram armados, e, hoje, vieram armados e com máquinas para destruir todo o acampamento”, relata.
Temerosos com a atitude dos funcionários, após os primeiros ataques, o grupo passou a fazer um esquema de vigilância para garantir maior segurança no acampamento. Hoje, no momento que os funcionários chegaram, a Polícia Militar foi acionada. Os funcionários da usina estão prestando esclarecimentos, outros fugiram.
Na ocorrência, três veículos pequenos, modelo Uno, de placa NME 5503, uma Savero MVH 2453, outro veículo não identificado, e uma máquina, conhecida como colhedeira, foram apreendidos. De acordo com o MLST a máquina tem um adesivo do grupo João Lyra.
