Os vendedores ambulantes do Shopping Popular e de um estacionamento que atualmente ocupam uma rua próxima à Praça Palmares vão continuar no local por tempo indeterminado. O prazo para desocupação do local e volta para o Shopping acabava nesta sexta-feira (12).

O motivo para a prorrogação do prazo dos vendedores na rua é o fato das obras de melhoria no prédio reivindicada pelos ambulantes ainda não terem ficado prontas. A assessoria da Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes) explicou que as obras de alguns dos reparos estão em andamento.

A porta para acesso ao Restaurante Popular já foi aberta e está em processo de finalização. Quanto aos postos de atendimento que serão instalados no local, a assessoria da Semtabes informou que ainda há um trâmite administrativo em andamento e só depois da conclusão dessa etapa eles entrarão em operação.

A expectativa é que o posto de atendimento do Detran e a porta de acesso fiquem prontos no final deste mês.

Já a climatização do local e a troca das telhas, a secretaria informou que aguarda a liberação dos recursos pela Caixa Econômica Federal.

O Cada Minuto entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Convívio Urbano (SMCCU), que confirmou a permanência dos ambulantes na rua e que o retorno dos camelôs para o shopping popular e para o estacionamento da Praça Palmares só serão realizados quando todos os reparos forem concluídos.

A autorização para o retorno dos ambulantes á rua próximo à Praça Palmares foi concedida após reunião ocorrida no mês passado entre SMCCU, Semtabes e representantes dos camelôs. A prefeitura concedeu 30 dias, que se encerram hoje, para que os ambulantes permanecessem na rua e nesse prazo, seriam feitas as melhorias reivindicadas.

A decisão foi tomada após um grupo de ambulantes realizarem protestos pelas ruas do Centro de Maceió no começo de junho. Eles percorreram as ruas e se dirigiram até a porta do Palácio República dos Palmares para cobrar melhorias no espaço, alegando que tinham sofrido uma baixa nas vendas por conta da estrutura precária.