A Comissão Estadual da Memória e da Verdade, em nome da economista alagoana Maria Yvone Loureiro Ribeiro, que foi casada com o estudante e ex-preso político, Odijas Carvalho, assassinado por agentes da repressão durante a ditadura militar, deram entrada nesta terça-feira a um pedido de retificação da certidão de óbito dele.
O pedido foi protocolado na 12ª Vara de Família e Registro Civil do Recife. O caso de Odijas é um dos 51 que compõem a lista de mortos e desaparecidos que estão sob análise da Comissão.
O objetivo do pedido é adequar a certidão à verdade real, ou seja, substituir a expressão “morte por homicídio provocado por lesões corporais múltiplas” por “morte decorrente por atos de tortura”.
Caso análogo ocorreu com o jornalista Vladimir Herzog, onde a 2ª Vara de Registros Públicos da Comarca de SP proferiu sentença favorável ao pedido.
Odijas morreu em 08 de fevereiro de 1971, nas dependências do Hospital da PMPE, no Recife. O atestado indicou embolia pulmonar, ou seja, morte natural, assinado pelo médico Ednaldo Paes Vasconcelos.
À época, o caso foi denunciado na Câmara Federal pelo então deputado Marcos Freire (MDB-PE).
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