Atualizada às 09h44
Funcionários do Porto de Maceió manifestaram na manhã desta segunda-feira (08) contra a falta de pagamento de salários. Eles bloquearam a entrada e saída do local ateando fogo em pneus, evitando que os caminhões que realizam a carga e descarga de mercadorias e combustíveis pudessem ter acesso ao Porto.
Uma equipe do Centro de Gerenciamento de Crise da Polícia chegou rapidamente ao local para acompanhar a manifestação e tentar negociar a liberação. Os estivadores disseram que não iriam liberar a entrada sem que um representante do Porto os recebesse para negociar a situação dos salários bloqueados.
O problema se arrasta na justiça há um bom tempo segundo o líder do movimento, Antônio Barbosa. Ele revelou que há dois anos e seis meses os funcionários não recebem o Fundo de Garantia Por Tempo de Trabalho (FGTS), como são trabalhadores avulsos, a liberação do fundo teria que ocorrer logo após o término de cada serviço prestado.
Apesar do protesto não ter ssido realizado na via, o trânsito na região ficou lento, já que as carretas que pretendiam entrar no Porto estavam estacionando na pista esperando que a entrada fosse liberada.
O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi acionado e aguardou que a negociação terminasse com a liberação do local, no entanto a ordem é para que a equipe utilize os meios necessários para que toda e qualquer manifestação de caráter ilegal fosse combatida, inclusive a que ocorria no momento no Porto.
O clima estava tenso já que os manifestantes exigem a presença de um representante do local para que fosse iniciada uma negociação, algo que demorou a ocorrer. O Bope ficou preparado para a qualquer instante agir.
Por volta das 09h30 a entrada e saída do Porto foram liberadas e os manifestantes recebidos em uma reunião com a administração do local. Caso não haja negociação a promessa é de retorno do protesto.
