Técnicos municipais das áreas de Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Atenção Básica participam, na terça-feira (9), de uma oficina de identificação dos ambientes e processos de trabalho de maior risco. O evento, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), acontece das 8h30 às 17h, no Hotel Lagoa da Anta Ritz, em Maceió.
A capacitação vai dar sequência às ações programadas para o ano, tendo em vista ainda a Lei nº 7.492, publicada no Diário Oficial no último dia 14 de junho e que instituiu a Política Estadual de Saúde do Trabalhador. A iniciativa tem como objetivo detectar, pesquisar e analisar os fatores determinantes dos agravos à saúde relacionados ao ambiente de trabalho.
Durante a oficina, a técnica Maria das Graças Cajueiro, do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), vai apresentar a atual situação das notificações de agravos. Já os engenheiros Eduardo Lyra e Paulo César Fernandes tratarão da importância da identificação de riscos nos ambientes como caminho para a prevenção de acidentes.
A programação conta ainda com atividades em grupo, incluindo leituras de textos, roteiro de visitas a unidades produtivas selecionadas, classificação de riscos e construção de um cronograma para execução nos municípios. As discussões serão apresentadas ao final do evento, quando também serão feitos os encaminhamentos com relação à questão.
Segundo a diretora de Vigilância à Saúde do Trabalhador, Gardênia Santana, a oficina é importante para diminuir os indicadores de Alagoas na área. “Por isso, programamos duas dessas oficinas para traçar estratégias específicas que viabilizem a avaliação dos ambientes e processos e estabeleçam os principais fatos de risco inerentes a eles”, disse.
Ela destaca que os agravos mais comuns no Estado são os incidentes com material biológico e o acidente de trabalho grave. “Registramos, desde 2007, acidentes e doenças relacionadas ao trabalho de notificação compulsória e, embora a série histórica aponte um crescimento ano a ano, ainda temos uma subnotificação e é preciso trabalhar nisso”.