A Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL), juntamente com as demais centrais sindicais, sindicatos, estudantes, partidos políticos e movimentos sociais, estarão engajados para o Dia Nacional de Luta, com greves e grandes mobilizações nas ruas em todo o país no próximo dia 11. Em Maceió, a concentração será às 14h, na Praça do Centenário, de onde os participantes saírão em direção ao centro da cidade em passeata. Representantes das entidades se reuniram na última terça-feira, no auditório do Sindicato dos Bancários, para avaliar a conjuntura nacional e local e discutir os preparativos para a mobilização no Estado.

“Para a CUT e as demais entidades, o grito que ecoa das ruas por melhorias em saúde, educação, transporte público, segurança, moradia, entre outros, são antigas reivindicações das centrais sindicais e dos movimentos sociais”, afirma a presidenta da CUT-AL, Amélia Fernandes. “O movimento sindical defende a classe trabalhadora, mas não deve esquecer a pauta da juventude, dos movimentos sociais e populares”.

A pauta unitária das centrais sindicais para o dia 11 de julho inclui a rejeição do Projeto de Lei 4330, que retira direitos dos trabalhadores e precariza ainda mais as relações de trabalho, por meio da terceirização. As centrais defendem também a redução de tarifa do transporte coletivo sem cortes dos gastos sociais; destinação de 10% do orçamento da União para a saúde pública e 10% do PIB para a educação pública; fim do Fator Previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salários; reforma agrária; e suspensão dos leilões de petróleo; reforma política e realização de plebiscito popular; reforma urbana; Democratização dos meios de comunicação; pelos Direitos Humanos.

Em Alagoas, a mobilização destaca ainda a falta de políticas públicas em saúde, educação, saneamento, o descaso com as reivindicações das categorias de servidores e as parcerias público-privadas (PPPs) na área de saneamento, que trazem prejuízos à população. As entidades e os movimentos lutam ainda pela valorização do servidor público, que continua com a data-base em aberta, contra a criminalização dos movimentos sociais e as práticas antissindicais e a discussão sobre a violência em Alagoas, que vem vitimando principalmente os jovens negros da periferia.

“Entendemos que esse é o momento certo para conquistar os avanços necessários para que o Brasil se transforme num país mais justo e igualitário, com valorização da classe trabalhadora e com melhor distribuição de renda”, afirma Amélia. “Isso pode ser conseguido com a união entre a classe trabalhadora e a população, por isso a CUT-AL está convocando toda a sociedade, estudantes e movimentos sociais para participar deste grande dia de mobilização por um país mais justo e com melhor qualidade de vida para todos e todas”.