Considerados ‘inexplicáveis’ pelo deputado João Henrique Caldas, o JHC (PTN), alguns saques milionários realizados na conta da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) no período de 2011 podem ser investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Na tarde desta segunda-feira (01), o parlamentar entregou ao procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, CDs contendo os extratos das movimentações bancárias que demonstrariam o desaparecimento de R$ 4,7 milhões dos cofres da Casa de Tavares Bastos.
Segundo o deputado, o procurador-geral afirmou que pode designar uma comissão técnica para analisar o material e não descartou a possibilidade de ingressar com uma representação contra a Mesa Diretora da ALE, caso o crime de improbidade administrativa fique caracterizado.
“Abrimos a porta da caixa preta, agora precisamos entrar e, para isso, contamos com a ajuda de um órgão isento como o Ministério Público”, afirmou JHC, voltando a defender o afastamento da Mesa Diretora durante as investigações.
O parlamentar também voltou a afirmar que são graves os indícios de que houve desvio de recursos públicos e que não pode dar credibilidade a uma Mesa que sempre prestou informações falsas ou incompletas: “Os extratos não têm identificação e os dados que a Mesa apresentou para mim em 2011 e os fornecidos pela Caixa Econômica são completamente divergentes”.
O fato foi denunciado por JHC durante coletiva à imprensa na semana passada. Em Nota Oficial, a Mesa Diretora da ALE afirmou que os valores questionados pelo deputado eram para o pagamento de empréstimos consignados dos servidores.
A documentação foi entregue ao deputado pela Caixa Econômica Federal (CEF) somente após decisão da justiça.
