O quinto protesto marcado para acontecer na tarde desta quinta-feira (27) deve levar mais de três mil pessoas às ruas da capital, segundo estimativas da organização. A concentração acontecerá na Praça Centenário, no bairro do Farol, a partir das 16 horas. Desta vez, várias associações sindicais prometem se juntar ao Movimento Passe Livre nas reivindicações.

Segundo Andressa Kelly, integrante da organização do Movimento Passe Livre, algumas entidades compareceram à última assembleia e afirmaram que irão às ruas para apoiar a luta dos estudantes e também defender suas pautas.

Integrantes de movimentos negros, outros que lutam contra a violência a mulheres e centrais sindicais de trabalhadores devem estar presentes no ato desta tarde.

Na última assembleia realizada pelo Movimento Passe Livre, foi decidida a pauta e as cinco principais reivindicações. São elas: estatização dos transportes públicos; a redução imediata da tarifa para R$ 2,10 rumo ao passe livre; a concessão de passe-livre para estudantes e trabalhadores desempregados; reforma urbana, onde eles cobram  a entrega imediata do terreno na Santa Lúcia às famílias que invadiram o espaço; além da luta contra a denúncia da violência no estado, principalmente a que atinge a juventude negra da periferia. 
Militares se juntam a estudantes

Por meio de suas assessorias, a Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (ASPRA-AL) e o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol)afirmaram que convocaram um protesto para esta tarde com concentração na Praça Centenário com a finalidade de pressionar que a Câmara dos deputados aprove o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 300, que trata da implantação do piso para os agentes de segurança.

Na pauta ainda figuram a luta por serviços essenciais, como saúde, educação, transporte, educação, o passe livre, o reajuste salarial, as reformas agrária e urbana, a suspensão dos leilões dos petróleos, a auditoria da dívida pública, entre outros, os policiais civis também reivindicam que a Proposta de Emenda Constitucional 446/2009, que foi apensada à PEC 300/2008, por meio de uma emenda aglutinativa global, seja aprovada pelo Congresso. A PEC 300/2008 trata da implantação do Piso Nacional dos Policiais Civis, Militares e do Corpo de Bombeiros.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, ressaltou a importância dos protestos e da participação dos movimentos sociais. "A luta é da classe trabalhadora e dos estudantes. Os protestos são legítimos  e mostram que a população luta por um país mais justo", defendeu.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, afirmou que representantes do movimento também estarão presentes no ato desta quinta. Ele explicou que o grupo vai apoiar a pauta geral do MPL, como também vai às ruas protestar e pedir o arquivamento do Projeto de Lei nº 234/2011, conhecido também como cura gay, que prevê dar tratamento a homossexuais. O projeto de Lei foi aprovado em sessão presidida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP).

Além deste projeto, o movimento alagoano também quer pedir que o projeto que prevê que a homofobia seja enquadrado como crime seja aprovado no Senado. 

Protestos se multiplicam

Após a semana marcada por protestos que levaram milhares de pessoas às ruas de Maceió, nesta quarta-feira (26) três protestos aconteceram e mobilizaram poucas pessoas. O grupo de organizou pelas redes sociais em um grupo intitulado “Ato apartidário por um país melhor”. No final da tarde, centenas de estudantes bloquearam o trânsito na Avenida Fernandes Lima até as imediações do Cepa.

Um motorista tentou furar o bloqueio feito pelos manifestantes e acabou atropelando um estudante. Ele sofreu apenas escoriações leves.