Sem receber o reajuste de 5,83% concedido pelo governo do estado no início deste ano, servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) decidiram realizar um protesto para cobrar o cumprimento do acordo. Na manhã desta quinta-feira (27), após montarem uma tenda na Praça Marechal Deodoro, a categoria bloqueou a Rua Barão de Penedo, no Centro da capital, enquanto aguardava o fim de uma reunião com representantes da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp).

A reclamação da entidade de classe é de que, além de não estarem recebendo o piso nacional do magistério [R$ 1.567,00] ainda não foram beneficiados com o reajuste prometido pelo governo do estado. A promessa da secretaria de Educação era de que o pagamento do piso seria implantando em Alagoas, o que não aconteceu até o momento, segundo os sindicalistas.

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na justiça por governadores [que alegavam não haver recursos para cumprir os valores], a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. Atualmente, o valor pago à categoria e que é considerado defasado é de R$ 1.451,00.

A luta da categoria, além do reajuste salarial, é ampliada para as melhores condições de trabalho e também a aprovação do Plano de Cargos e Carreiras, que ainda gera polêmica e divergências junto ao órgão responsável.

A reunião na Segesp ainda não terminou. 

(*) colaborador