Está tramitando na Câmara dos Deputados a PEC 37 de 2011, que considera competência exclusiva das polícias a investigação criminal.
A lista que está circulando na internet é a lista dos deputados que assinaram para que a PEC 37 fosse discutida na Casa, “acredito que a Câmara é um lugar democrático e que devemos debater todos os temas; ao assinar a lista não significa que eu seja contra ou a favor de determinado assunto, mas sim que devemos discutir sobre esse tema” afirma Rosinha da Adefal.
Ao comentar os questionamentos sobre a PEC 37, Rosinha diz não entender tanta confusão, pois foi a primeira deputada alagoana a confirmar seu voto contra a PEC 37.
“Muitos me perguntam sobre a PEC 37, meu posicionamento continua o mesmo do dia 12 de Abril deste ano, que em um ato público realizado no Ministério Público Estadual em Alagoas, afirmei ser contra a aprovação do texto original da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 37”, lembra Rosinha.
Rosinha completa dizendo que sempre deixou claro sua posição, tanto para a imprensa e quanto aos demais deputados, sobretudo as lideranças de partido e de bancada, bem como para os demais integrantes do seu partido, que ela não concorda com os termos da PEC 37, no que se refere à retirada de poderes de investigação do Ministério Público.
A deputada elogia o trabalho da polícia, tanto civil quanto federal. Segundo Rosinha “a polícia desenvolve um importante papel em nossa sociedade. Por isso devemos fortalecer sua estrutura e possibilitar o crescimento deste órgão. Mas, para isso não há a necessidade de tolir o Ministério Público de investigar”.
Na semana passada a deputada defendeu na Câmara dos Deputados um novo texto para a PEC 37, “defendi um texto que vislumbrasse o fortalecimento da Polícia e que não impedisse o MP de investigar”, afirmou Rosinha.
Para a deputada Rosinha da Adefal a situação atual do país pede uma ação conjunta das Polícias e do Ministério Público, e não ações isoladas. “Infelizmente vivemos em uma sociedade cercada pela violência, a quantidade de crimes é crescente e o contingente de ambos os órgãos (Polícia e Ministério Público) são insuficientes para acompanhar todos os casos. Não podemos diminuir os instrumentos de ação que possibilitam uma sociedade mais segura. Devemos procurar o bem comum e uma segurança pública eficiente e capaz de proteger a todos os cidadãos brasileiros”.
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