Um ano. Esse é o período que o delegado paranaense Omar Gabriel Haj Mussi está à frente da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas. Tendo passado por uma greve e uma eleição, em 2012, Haj Mussi avalia como positivos os 12 meses. Ao CadaMinuto, o chefe da instituição no estado falou sobre as dificuldades encontradas e destacou a Operação Cabipe.
“A população confia no trabalho da Polícia Federal e quer ver operação, a gente entende isso. As pessoas querem sempre ver a PF atuante com operação na rua. Mas, as investigações nunca pararam e cada ação é o resultado dos inquéritos que instauramos”, afirmou Haj Mussi.
O superintendente da PF em Alagoas afirmou que vem implantando uma nova sistemática na Superintendência no estado. “Era uma linha menos operacional, mais voltada a assuntos da Corregedoria e nós buscamos imprimir um viés mais operacional, especializando as delegacias. O Grupo de combate a crimes financeiros, o Grfin, começou a atuar, começamos a dotar a delegacia de combate a entorpecentes de melhores meios. Todo um trabalho concentrando as investigações em determinados assuntos e crimes para que se possa trabalhar de uma forma mais inteligente e global”, disse.
Sobre as dificuldades enfrentadas para chefiar a Polícia Federal em Alagoas, o superintendente citou a greve de agentes, escrivães e papiloscopistas, que durou quase dois meses. Os policiais paralisaram as atividades no início de agosto e por decisão judicial tiveram que retornar ao trabalho às vésperas da eleição, em outubro.
“Uma greve sempre atrapalha. Nesse caso um grande contingente de policiais ficou afastado do trabalho, por cerca de 60 dias. Sem entrar no mérito dos motivos da greve, como o efetivo aqui é pequeno a falta de alguns servidores prejudicou o nosso trabalho”, frisou Haj Mussi.
Otimismo
O superintendente da PF em Alagoas afirmou não ter encontrado grandes “surpresas” com o trabalho no estado. Para o segundo semestre de 2013, o delegado afirmou estar bastante otimista para os resultados das investigações em curso.
“Retomamos a produtividade dos nossos delegados, as operações voltaram a sair. Na verdade, as investigações nunca pararam”, observou Haj Mussi acrescentando que em paralelo às ações policiais está o andamento de inquéritos. O superintendente destacou também a grande quantidade de investigações relativas a crimes eleitorais concluída.
Sobre o número de inquérito relativos a desvio de verbas públicas, Haj Mussi salientou que esse tipo de crime representa uma grande parte das investigações em Alagoas. “Esse é um dos nossos focos, já que há muitos casos. Nós verificamos que dinheiro não falta, mesmo porque todos nós pagamos impostos. Os recursos federais, para Saúde, Educação, deixam de chegar ao seu destino por conta dessa corrupção, o que traz um prejuízo muito grande para a sociedade”, finalizou.
A nomeação
O paranaense Omar Gabriel Haj Mussi foi nomeado superintendente da Polícia Federal em Alagoas no dia 17 de abril do ano passado. Em 23 de maio, ele tomou posse no cargo em uma cerimônia no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.
Haj Mussi assumiu o posto deixado por Amaro Vieira, que ficou à frente da PF de setembro de 2009 a abril de 2012.
