Atualizada às 12h04

Estava prevista para começar nesta segunda-feira (03) a reforma para adequação e ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) da Maternidade Escola Santa Mônica. De início será realizada uma reforma para acomodar as instalações das unidades em outro setor desativado da unidade. Todo o processo de reforma deve durar um ano.

Segundo a diretora medica da unidade, Daniella Bulhões, os responsáveis pela construtora não apareceram na unidade nem informaram o motivo para o não comparecimento.

Mesmo assim, está previsto que nos próximos 30 dias, o espaço onde antes funcionava a enfermaria Canguru será reformado para receber as instalações da UTI e UCI da maternidade. O atendimento será mantido sem prejuízos à população.

No local, serão feitas adequações, pinturas, colocação de pontos de oxigênio, dentre outras mudanças. “O atendimento não será prejudicado. Teremos uma redução, mas a Secretaria Municipal de Saúde está responsável por fazer as transferências para leitos em outros hospitais e maternidades da capital”, explicou.

Após a conclusão dessa primeira etapa da reforma, os pacientes serão transferidos para que seja dado o início à reforma nas atuais UTI e UCI da unidade. A construtora responsável estima que a reforma dure um ano.

Por conta da reforma, a capacidade de acomodação da unidade será reduzida. A UCI vai diminuir seis leitos, enquanto a enfermaria ficará com oito a menos. Os pacientes serão deslocados para leitos na unidade de saúde Denilma Bulhões, no Benedito Berntes, para a maternidade Nossa Senhora de Fátima, no Poço, maternidade Paulo Neto e para o Hospital dos Usineiros, no Farol. Após a reforma nos dois setores, cada um deles contará com 26 leitos.

“Toda essa reforma está sendo feita de forma pensada e planejada para que seja evitados tumultos e superlotação. Estamos com o cuidado de divulgar isso para que as gestantes fiquem cientes da nossa redução para que assim procure outra unidade”, explicou.

A longo prazo uma reforma no prédio da maternidade e a criação da Casa da Mãe Gestante. A diretora médica disse que ainda não há prazos para o início desta etapa, já que a reforma na unidade será feita aos poucos, para evitar o total fechamento da unidade.  

Cerca de R$ 32 milhões devem ser empregados no projeto total. Os recursos são provenientes de parcerias firmadas com o Governo Federal e contrapartida do Tesouro Estadual, dentro das prioridades do programa Alagoas Tem Pressa.

“Esta etapa de reforma predial e de outras melhorias ainda não possui data para começar. Temos questões burocráticas, mas acredito que logo após a conclusão da reforma na UTI e UCI, esta parte esteja viabilizada para ter início”, disse Daniella.