Derrotado em fevereiro na disputa pela presidência do Senado, o senador Pedro Taques (PDT-MT) se curvou ao vitorioso na eleição, o atual presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB).

Nesta quinta-feira 16, antes de entrar no mérito da questão que desejava, durante sessão que apreciava a MP dos Portos, Taques cumprimentou Renan por sua atuação como presidente.

"Eu gostaria de cumprimentar V. Exª pelos 105 dias em que V. Exª está a exercer a Presidência desta Casa", disse o parlamentar do Mato Grosso.

"Quero cumprimentá-lo pela forma como vem conduzindo. E eu, que perdi a eleição para V. Exª, reconheço isso, porque é a verdade", continuou, concluindo que Renan "tem conduzido esta Casa com decência e com espírito republicano".

Os elogios têm sido muitos e constantes a atuação política e administrativa do senador alagoano. Que, aliás, tem atuado como se lutasse para resgatar a sua imagem, tão arranhada ficou quando enfrentou, em 2007, o que ficou conhecido como Renangate,  o apelido dado ao escandâ-lo de corrupção envolvendo o senador  Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pago despesas pessoais, como o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia de uma filha do senador com a jornalista mineira Mônica Veloso.

Nessa época, Renan se dispôs a apresentar toda a documentação necessária para que as investigações fossem realizadas, inclusive sua movimentação bancária. O senador argumentou e provou que tinha condições de custear a pensão para a filha que teve com a jornalista, não necessitando de meios ilícitos para tal atividade. Após votação no Senado, Renan foi absolvido da acusação.

E agora parece querer trilhar um caminho que busca a reconstrução de seu nome e de sua trajetória política. Para isso tem sido bem assessorado, de olho na imagem nacional como presidente o Senado Federal e também de olho em Alagoas. 2014 vem aí e cada eleição é um novo julgamento através do voto livre.