Novembro de 2013, este mês será de suma importância para o Partido dos Trabalhadores em Alagoas, será neste período que irá ser definido o novo presidente da legenda no Estado em substituição a Joaquim Brito, três nomes despontam, mas entre as diferenças, uma semelhança, os três defendem que o partido tome suas próprias decisões no Estado, ao contrário do que vem acontecendo em anos anteriores.
Um deputado federal, Paulão, e dois deputados estaduais, Judson Cabral e Ronaldo Medeiros, são candidatos a presidência do PT em Alagoas. Paulão, mais alinhado com a direção nacional e Judson, são chamados de petistas históricos e Medeiros, apesar de contestar a alcunha, representa o neopetismo.
Nas últimas três eleições o PT em Alagoas ensaiou movimentos próprios, mas foi atropelado pelos chamados “interesses maiores” vindos de Brasília. A legenda ficou a reboque de projetos políticos que contrariavam a história do partido e privilegiavam os aliados dos presidentes Lula e Dilma Roussef.
Durante o dia de ontem Ronaldo Medeiros, que deve boa parte de sua eleição ao PMDB local, ligou para jornalistas e blogueiros evidenciando sua insatisfação com a posição atual do partido e que estava se rebelando contra um café da manhã, que seria marcado entre a cúpula do PT local e o senador Renan Calheiros.
O que Medeiros não explicou é que o PT local já se reuniu com outros senadores este ano, Benedito de Lira e Fernando Collor, e que o deputado não irá contar com o apoio explicito dos Calheiros na sua luta para a presidência do PT local, coisa que o parlamentar contava.
De certo, Judson, Paulão e até mesmo Medeiros, sabem que o insucesso das eleições passadas e a insatisfação dos integrantes do partido os fazem defender o discurso da candidatura própria, mas eles sabem, que esta ação contaria o desejo da cúpula nacional do partido.
O que afinal querem os petistas locais, é no processo eleitoral de 2014, o partido não seja apenas um coadjuvante de qualquer que seja o senador escolhido, tanto Renan, como Collor, como Biu de Lira fazem parte da base de Dilma. O que vai acontecer até novembro, e principalmente depois disso, determinará a força do partido em Alagoas, e é isto que está em jogo atualmente.
