O reconhecimento precoce de doenças e situações de risco no período anterior à gravidez, até os dois meses de idade, é responsável por evitar 75% dos óbitos em crianças com menos de cinco anos. Para fortalecer essa estratégia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) iniciou, nesta terça-feira (14), a capacitação sobre a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes Neonatais (Aidpi Neonatal).
O curso, que acontece das 8h às 17h, no auditório do Hotel Tambaqui, na Ponta Verde, e prossegue até quinta-feira (16), é destinado aos médicos e enfermeiros. Nesta edição, estão sendo capacitados os técnicos que atuam no Programa Saúde da Família (PSF) de Maceió, Atalaia, Flexeiras, Pão de Açúcar, Feira Grande, Campo Alegre, Viçosa, São José da Laje, São Miguel dos Milagres, Água Branca e Canapi.
Segundo Suzângela Junko, facilitadora do curso e técnica da Saúde da Criança de Maceió, o objetivo da estratégia Aidpi Neonatal é reduzir a mortalidade infantil a partir de um controle satisfatório das doenças. “O profissional precisa saber como reconhecer e encaminhar os casos com a finalidade de atuar precocemente. Isso porque o tratamento precoce e classificação de risco são os primeiros passos para reduzir os índices de mortalidade do Estado”, esclareceu.
Além dela, a capacitação do Aidpi Neonatal terá como facilitadores os pediatras Claudio Soriano e Patrícia Laranjeiras, e a técnica da Saúde da Criança da Sesau, Jenice Coelho. Eles irão abordar, entre outras temáticas, o incentivo ao aleitamento materno, problemas durante a gravidez – como hipertensão e infecções – e nascimento e cuidados com o bebê.
De acordo com Jenice Coleho, os principais temas a serem tratados na oficina são a reanimação e o transporte neonatal. “O transporte é muito importante e pode ser decisivo. Para isso, temos o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], mas ainda precisamos trabalhar a estabilização antes desse transporte, que pode salvar uma vida”, disse a facilitadora.
Redução da mortalidade infantil – Para a pediatra do PSF de São José da Laje, Jaldete Alves Valente, o curso tem como importância fundamental a redução da mortalidade infantil no município e, consequentemente, no Estado. “É essencial ampliar os conhecimento sobre a estratégia Aidpi Neonatal e repassar essas informações à equipe do município, que atua para garantir os melhores cuidados à comunidade”, falou.
O Aidpi Neonatal é uma estratégia que permite aos profissionais de saúde detectar e classificar precocemente as principais doenças e fatores de risco que afetam crianças até dois meses de idade. Essa linha de atenção tem por objetivo reduzir a incidência e o agravamento de enfermidades que atingem os recém-nascidos e diminuir a ocorrência de sequelas ou complicações.
A iniciativa contribui ainda para aprimorar as práticas de tratamento e atendimento em saúde neonatal e melhorar o conhecimento e a prática das famílias para a prevenção de doenças e promoção da saúde. O Aidpi funciona de acordo com a descrição da Organização Pan-Americana da Saúde sobre como atender crianças desde o nascimento.