O julgamento do caso PC Farias foi retomado na manhã desta terça-feira (7) com o depoimento de Milane Valente de Melo ex-namorada de Augusto Farias. Mantendo o depoimento que prestou, Milane afirmou que a relação entre os irmãos Augusto e Paulo César Farias era de amor e admiração.
Questionada pelo juiz Maurício Brêda, Milane disse que namorou com Augusto durante um ano e que teria ido poucas vezes a casa de PC. Sobre sua relação com Suzana Marcolino, Milane disse que a conhecia muito pouco.
Ao relatar os momentos em que esteve com Augusto na casa de PC para um jantar na noite do crime, ela contou que Suzana chegou depois de todo mundo e que não se recordava de ter visto discussão entre PC e Suzana.
“O Paulo César era um cavalheiro e tratava todos muito bem, por conta do tempo, não me recordo de ter visto nenhuma briga ou discussão", contou.
A relação de Augusto com Paulo César Farias, segundo Milane, era de cumplicidade. Em seu depoimento, ela afirmou que Augusto considerava o irmão uma referência, apesar dos relatos de que o ex-deputado teria interesse na herança deixada pelo irmão assassinado.
“Foi um choque muito grande para Augusto, ele ficou muito abalado com a notícia. Quando o Reinaldo ligou para visar sobre a morte do PC, por volta do meio dia, ele quase não acreditou. Augusto admirava Paulo como um pai. A morte mexeu muito com ele", afirmou.
Sobre a relação de Augusto com Suzana, ela disse que a relação de PC com a namorada não era bem vista pela família e que o irmão de PC achava que Marcolino queria se beneficiar de alguma forma namorando com o empresário. “ Augusto não tinha admiração por Suzana, apenas a tratava bem", afirmou.

Ela também contou que após a morte de PC, chegou a receber ligações de ameaça. “Uma voz em espanhol ligava para mim e dizia para ter cuidado, que eu seria a próxima", lembrou.
Após a morte do irmão, Augusto, segundo relatos da namorada á época, ficou muito nervoso e triste. Houve muito assédio por parte da imprensa, o que acabou, segundo Milane, contribuindo para que Augusto ficasse mais nervoso. “Quando a imprensa começou a apontar ele como mandante do crime, Augusto ficava muito apreensivo. Ele sempre acreditou que aconteceu um homicídio seguido suicídio", relembrou.

