Nem tudo é o que parece e a decepção só vem de onde menos se espera...

Vale à pena conferir!!

 

Por: CLÁUDIA MUNIZ DO AMARAL

Imagine participar de um campeonato onde os organizadores já escolheram o time que deve sagrar-se campeão.

Do presidente da confederação aos gandulas, todos sabem a quem pertence a taça.

Nessa hipótese, se algum time ousar se inscrever no campeonato deverá aceitar as regras do jogo, que são outras; desde o regulamento até as condições do campo são traçadas pelo time que será campeão, a qualquer custo.

O regulamento apresenta regras diversas das demais disputas porque foi feito para atender às necessidades do time que será o vencedor, portanto, independente das regras gerais do futebol, tudo poderá ser alterado, o tempo do jogo, as condições dos jogadores, o tamanho do campo, a quantidade de cartões, as expulsões etc.

Neste campeonato, os destemidos interessados se despem do manto de defensores da moral e dos bons costumes e chegam ao cúmulo de pedirem aos dirigentes dos outros times que “não participem do jogo” porque “as cartas estão marcadas”. Uma vergonha, para quem tem!

É difícil demais participar assim, mesmo que se tenha o melhor time.

Nesta ficção, restam duas possibilidades aos times que desejam participar, ou aceitam as regras estabelecidas, sabendo que serão apenas figurantes, ou lutam contra elas, utilizando a “arma” que tem à disposição – o Direito.

A luta será árdua porque o circo foi armado para o time X e ele tem que ganhar, nem que o árbitro chute para o gol.

Os times, que não fazem parte do conluio, e que, porventura, quiserem jogar pela paixão ao futebol, pelo amor à torcida, porque estão preparados, terão um enorme caminho a ser percorrido que vai desde o questionamento ao regulamento, à fiscalização das marcas do campo, da posição da trave, do tamanho da bola e de todos os detalhes que compõem aquele espetáculo.

Neste jogo, os interesses pessoais dos cartolas se sobrepõem até aos princípios mais sagrados e antigos da humanidade: a moral, a honestidade e a decência.

Ainda bem que isso é apenas uma ficção, inimaginável no mundo real.

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Aprendamos com Luther King "Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita".