Um ato demasiadamente bárbaro aconteceu na madrugada desta terça-feira (30), no local conhecido como “Porto das Lanchas”, na cidade de Pão de Açúcar. A tradicional lancha Porto Alegre, de propriedade de Waldik Gonçalves da Silva, ficou completamente destruída pelo fogo provocado por combustível. Acredita-se que o incêndio tenha sido criminoso, pois encontraram próximo à embarcação um recipiente contendo resíduo de gasolina.

Alguns motoristas que viajavam durante a madrugada pela rodovia sergipana de acesso ao Povoado Niterói disseram ter visto chamas gigantes no local onde ocorreu o ato criminoso contra uma das mais tradicionais embarcações de Pão de Açúcar, pois desde os anos de 1960 que a lancha Porto Alegre realiza viagens pelo rio São Francisco, na época em que pertencia ao proprietário Valter da Silva, conhecido como “Valter da Lanha”. Com a morte do proprietário, o filho Waldik assumiu o comando da embarcação.

Valter, ao morrer, deixou duas embarcações que até hoje transportam passageiros de Pão de Açúcar com destino ao Povoado Niterói e vice-versa, sendo a Porto Alegre comandada pelo filho Waldik e Santa Rita pelo filho Luiz. As duas lanchas tipo “tototó” também realizam passeios turísticos pelas águas do rio São Francisco.

Logo nas primeiras horas da manhã de hoje, um dos proprietários ao deparar-se com a cena de terrorismo contra a embarcação que ficou completamente destruída, passou mal e deu entrada na Unidade Mista Doutor Djalma Gonçalves dos Anjos, sendo medicado e liberado logo em seguida.

Segundo informações, a polícia está investigando a autoria do ato criminoso, mas até o momento não conseguiu prender o autor ou autores do incêndio que deixou abalada a população de Pão de Açúcar.   Durante todo dia não se comentava outro assunto na cidade de Pão de Açúcar, além de a notícia ter se espalhado através das redes sociais, onde muitos internautas postaram mensagens de solidariedade e de revolta pelo ato criminoso que precisa ser urgentemente apurado.

A lancha incendiada é considerada um patrimônio histórico, além de ser a fonte de renda do proprietário. Espera-se que este crime não entre para a lista dos milhares e milhares de crimes impunes em nosso País.