O grupo de teatro Clowns de Shakespeare iniciou suas atividades de 2013 com a estreia do espetáculo Hamlet, em Recife, e uma temporada de 16 apresentações no Barracão Clowns, sede do grupo em Natal. A montagem faz parte do projeto de celebração dos 20 anos dos Clowns e conclusão do projeto de manutençao da Petrobras. E para dar seqüência a esses festejos o grupo segue em turnê com o espetáculo pelas cidades de Fortaleza, João Pessoa, São Luis, Teresina, Maceió e Aracajú. 

O espetáculo celebra também o encontro do grupo com Marcio Aurelio, um dos mais importantes encenadores do teatro brasileiro contemporâneo, o espetáculo baseia-se no princípio de que o texto, obra-prima da dramaturgia universal, consiste em uma poética da representação. Assim, utilizando os espelhamentos que Shakespeare propõe e o desequilíbrio de um mundo em transição, seja na Dinamarca representada na obra, seja no Brasil de hoje, a encenação traz uma radicalização do uso das convenções teatrais e dos elementos que compõem a estrutura cênica.

Para a realização do espetáculo, os oito atores, que compõem a mesma formação da última peça da trupe, “Sua Incelença, Ricardo III”, se debruçaram sobre cinco traduções de Hamlet, e chegaram ao texto final através de um aprofundado trabalho de mesa com o encenador Marcio Aurelio e os assistentes, Lígia Pereira e Fernando Yamamoto. “O texto que está em cena é uma livre adaptação, foi sendo construído a partir das interpretações e discussões dos diretores e atores”, explica Yamamoto.

Nos últimos dois anos, o espetáculo Hamlet e as muitas atividades que o grupo vem desenvolvendo tornaram-se possíveis por meio do exclusivo patrocínio de manutenção que a Petrobras tem dado à estrutura artística, técnica e produtiva dos Clowns de Shakespeare. Além da Petrobras e do Ministério da Cultura, patrocinando a montagem e circulação da peça por oito estados do Nordeste, o grupo conta ainda com os patrocínios da Chesf e do Banco do Nordeste/BNDES, que ao longo dos 19 anos de existência dos Clowns tem sido importantes apoiadores de suas ações.

Os Clowns e o convite a Marcio Aurelio

A princípio, o encenador e professor Marcio Aurelio iria ter cinco momentos com o grupo durante temporada dos Clowns em São Paulo no teatro da USP, o TUSP, em 2007, mas, como o próprio César Ferrario, ator da trupe explica, “foram encontros agradáveis e marcantes. Saímos de lá sabendo que queríamos trabalhar juntos”.

Com isso, os Clowns uniram a vontade de trabalhar Shakespeare, com ser dirigido por Marcio, e inscreveram seu projeto de manutenção “Balaio Teatral” no edital de seleção pública do Programa Petrobras Cultural, edição 2008/2009, para obtenção de patrocínio, visando, dentre outros objetivos, tornar possível o convite ao encenador. “Marcio vem estudando Hamlet há mais de 10 anos, é um profundo conhecedor da obra e de seu universo, é sem dúvidas um dos melhores para estar conosco nesse momento”, afirma César.

Segundo Marcio Aurelio, trabalhar com o grupo está sendo uma experiência incrível. “Quando o ator caminha por um caminho que não conhece, é natural que haja resistência. Mas os Clowns não demonstrou isso em nenhum momento. Eles são muito trabalhadores. Esse espetáculo só está sendo possível porque todos se esforçaram bastante e fizeram tudo para que a peça fosse realizada de forma brilhante. Fiz um workshop com eles em São Paulo e foi amor à primeira vista. É muito difícil encontrar atores que destrinchem Shakespeare de primeira como eles”, diz.

O encenador

Marcio Aurelio é professor doutor pelo Departamento de Teatro da Escola de Comunicações e Artes da USP e livre-docente pelo Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da UNICAMP e é um dos mais premiados e reconhecidos diretores do teatro brasileiro. Montou espetáculos no Brasil e no exterior a partir de textos de Sófocles, Shakespeare, Bertolt Brecht, Nelson Rodrigues, Alcides Nogueira, entre outros.

Em 1990, criou a Companhia Razões Inversas com a primeira turma de formandos da Unicamp, na qual dirigiu espetáculos premiados como “Senhorita Else”, de Arthur Schnitzler, “A Bilha Quebrada”, de Kleist, e “Agreste”, de Newton Moreno. Em 2009, dirigiu “Ballo”, com a São Paulo Companhia de Dança. Sua primeira colaboração com a dança foi com a bailarina Marilena Ansaldi, em 1987, com o premiado espetáculo, “Hamlet-Machine”.

Entre 1997 e 2000, dirigiu o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo, no Deutsches National Theater, em Weimar, na Alemanha.

Já recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, do Troféu Mambembe, do Prêmio Molière e do Prêmio Shell, em diversos espetáculos, como “Lua de Cetim”, “Pássaro do Poente” e “Pólvora e Poesia”.

A primeira vez que Marcio Aurelio dirigiu uma versão de Hamlet foi em 1984.

Ficha técnica

Encenador: Marcio Aurelio

Assistentes: Lígia Pereira e Fernando Yamamoto

Adaptação do texto: Lígia Pereira e Marcio Aurelio

Elenco: Camille Carvalho, César Ferrario, Dudu Galvão, Joel Monteiro,

Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros

Figurino: Lígia Pereira e Marcio Aurelio

Cenário: Marcio Aurelio

Cenotécnico: Rafael Telles

Assistentes de cenografia: Janielson Silva, Anderson Lira e Ronaldo

Costa

Adereços: Shicó do Mamulengo

Desenho de luz: Ronaldo Costa

Assistente de iluminação: Janielson Silva

Direção de palco: Anderson Lira

Contra-regras: Anderson Lira e Janielson Silva

Direção musical e música original: Marco França

Sonoplasta: Rafael Telles

Preparação de voz: Babaya

Coordenação de produção: Rafael Telles

Assistente de produção: Janielson Silva

Preparação kung fu e esgrima: Sifu Jair Nascimento

Gestão do grupo: Gyl Giffony

Secretariado: Arlindo Bezerra

Produção: Rafael Telles

Serviço

Teatro Deodoro

08 de maio

20hs.

Ingressos: R$ 20,00(Inteira) R$ 10,00 (Meia)

Informações: (82) 9959-2391

Recomendação etária

A partir de 12 anos

Contato para entrevistas:

Fernando Yamamoto (Diretor artístico - Clowns de Shakespeare)

(84) 8816-1966

Titina Medeiros (Assessoria de imprensa – Clowns de Shakespeare)

(84) 9608-9023

Patrocínio: Lei de Incentivo a cultura, CHESF, BNB, BNDES e Governo Federal.