No encontro dos fazendeiros em choque com a demarcação das terras indígenas em Palmeira dos Indios se viu o senador Collor bastante moderado, mas quem roubou a cena mesmo nfoi o deputado estadual João Beltrão(PRTB). O parlamentar defendeu os fazendeiros e pequenos produtores de terra afirmando que "os índios são preguiçosos, nada produzem e que em Joaquim Gomes plantam maconha."

Collor foi o último a se pronunciar no encontro e lembrou em breve discurso o seu pai - ex-governador Arnon de Mello - como precursor e construtor da rodovia que liga Palmeira dos Indios a Maceió, a BR-316. Também demonstrou o seu grande maor pela terra Xucurus e disse que jamais estaria ausente nesse momento do povo palmeirense.

Já o tucano Val Gaia, líder do governo estadual na Assembléia Legislativa, para surpresa de todos deu uma alfinetada, dizendo " é preciso que a gente cutuque o Téo pra ele acordar!".
 
Outro tucano Alexandre Toledo, disse “acredito que essa luta não deve ter bandeira partidária."
 
Senador Collor foi moderado
 
Collor afirmou ainda que a desapropriação das terras está cercada de vícios e erros. Ele Explicou que são 423 propriedades incluídas no processo de demarcação e que 400 delas possuem menos que 20 hectares, constituídas de pequenos minifúndios para sobrevivência das famílias na agricultura de subsistência.

Collor não teceu criticas ao governador Teotônio Vilela Filho tampouco ao prefeito James Ribeiro, que se encontra em Brasília e retorna a Palmeira dos Índios hoje. O senador afirmou que é preciso paciência, determinação e vigor para resolver esse problema. “Não percam as esperanças nem noites de sono” o problema será resolvido," garantiu.

Derramamento de sangue

O sindicalista e fazendeiro José Maria Melo da Costa citou fatos ocorridos em Pesqueira, interior de Pernambuco, onde houve derramamento de sangue e os índios soltaram 800  bois na cidade provocando tumulto e o fechamento do comércio.
 
Nesse episódio um proprietário de terra, identificado como José de Riva, entrou em confronto com indígenas e foi preso. O proprietário de terra acabou morrendo na cadeia. Nenhum índio foi preso, assegurou José Maria.

Ele lembrou a revolução de Canudos, comandada por Antônio Conselheiro, que teve sua origem na decisão do povo pobre de não pagar os impostos ao Governo Federal. “Trezentas pessoas morreram no conflito”, explicou José Maria da Costa.

O encontro dos fazendeiros

O encontro dos fazendeiros aconteceu no auditório do Museu Graciliano Ramos, que chegou a ser vetado pelo prefeito tucano James Ribeiro, que depois voltou atrás como afirmou na rádio Farol FM, o presidente do Sindicato ruralista, José Maria Melo da Costa.

Estiveram presentes ainda o suplente de senador Euclydes Mello(PRB), o deputado federal tucano Alexandre Toledo e os deputados estaduais Edval Gaia Filho(PSDB), João Beltrão(PRTB) e JHC(PTN), além de vereadores palmeirenses.

colaboraram com informações especial para este Blog: Hugo Rocha, Marcelo Lima e Roberto Gonçalves.

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