A Lagoa da Anta, em anexo ao Hotel Jatiúca, um dos maiores do Estado, é um cartão postal para alagoanos e turistas que contemplam a vista da praia do Posto 7, na Jatiúca. Porém, nos últimos meses, também tem sido ponto de encontro de moradores de rua, que vivem e usam drogas no local, provocando reclamação de comerciantes e pedestres que costumam praticar atividades físicas na orla marítima.
O local onde os moradores de rua encontraram para habitar, fica num ponto rebaixado da Lagoa da Anta, onde existe uma espécie de margem, onde são colocados barracos de papelão, fogões artesanais e varais.
Enquanto muitos turistas caminham pelo loca, contemplando a vista, tanto do gramado do Hotel Jatiúca, quanto da praia do Posto e Cruz das Almas, os moradores de rua pescam, cozinham, tomam banho e de forma mais contida, fazem até necessidades fisiológicas, o que deixa um mau cheiro sentido a metros de distância.

O CadaMinuto tentou contato com a direção do Hotel Jatiúca, mas ninguém se pronunciou sobre a presença de moradores no terreno que não pertence ao hotel, já que é de propriedade da União, mas faz parte da divulgação das belezas naturais da cidade e do próprio estabelecimento.
Mas, o turista de São Paulo, Jean Fernandes, lamentou a cena, mas diz que todo mundo perde com a situação. “A gente fica triste com isso, ver essas pessoas nessa situação. Mas, acho que deveriam tomar uma atitude, levar eles para algum lugar, porque o hotel perde muito, a cidade também e os próprios moradores são vítimas de constrangimento, eu acho”, afirmou.
Denúncias dão conta que além de toda a situação irregular dos moradores no local, o uso e o tráfico de drogas, que já é comum, devido a iluminação deficiente do local, aumentou depois da chegada dos moradores.
Apesar de algumas discussões entre os moradores de rua, sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas, as confusões só não são maiores, porque existe um quiosque do 1º Batalhão da Polícia Militar no local.

De acordo com militares que trabalham em escala de plantão no posto, tanto moradores como a direção do hotel já entrou em contato com a Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), que já retirou por várias vezes esses e outros sem teto da área, mas, sempre retornam.
A saída, segundo a SMCCU, é a entrada do Ministério Público no caso, para, junto a uma comissão de moradores, comerciantes, a direção do hotel e a própria prefeitura de Maceió, aumentar a fiscalização no local, evitando assim novas invasões e paralelamente, procurar morada para essas pessoas.
















