A insegurança está tirando o sono dos médicos alagoanos. Denúncia feita ao site CadaMinuto por um médico plantonista da Casa Maternal de Feira Grande, município do agreste alagoano, revela a exposição dos profissionais da saúde. Na madrugada do último domingo (21), quando se encontrava recolhido no alojamento dos médicos, foi subitamente acordado por um ladrão que se encontrava já dentro do quarto.
Segundo o médico o ladrão levou aparelhos eletro portáteis, que estavam na cabeceira da cama. “Ao perceber que me acordei o homem saiu correndo. Eu imediatamente saí correndo atrás dele por toda a casa maternal. Pulei o muro e ainda corri pelo quintal tendo os pés perfurados por pedaços de vidros e pedras”, declarou o médico.
Tentando regatar os pertences o médico comentou que foi ao encontro do vigilante da casa maternal que afirmou que o indivíduo é conhecido na região como ‘brilhoso’. O médico comentou ainda que “o vigilante reconheceu o assaltante e afirmou que nada fez por temer que ele voltasse para pegar-lo, uma vez que ele (o vigilante) passa as noites ali na guarita”.
“Um vigilante que trabalha somente pensando na própria segurança deve ter escolhido a profissão errada, ou então foi colocado na função equivocada. Essa é uma atitude covarde”, destacou o médico.
A insegurança vivida pelos profissionais da saúde acontece também em unidades da capital. Na Maternidade Escola Santa Mônica, alguns profissionais que trabalham no atendimento às gestantes de alto risco já sofreram ameaças por parte de parentes e acompanhantes de pacientes.
Diante das revelações de casos de violência contra os profissionais da área da saúde, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Simed), Welington Galvão revelou que espera que este seja apenas “um caso isolado. Apesar de haverem poucos registros no Sindicato de casos dessa natureza, é preciso que a segurança dos profissionais seja preservada”, destacou Galvão.
