Após ser publicado na edição desta segunda-feira (15) do Diário Eletrônico do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) que o desembargador Fernando Tourinho Filho irá redigir o acórdão referente ao caso Dimas Holanda, os irmãos da vítima estiveram nesta tarde na sede do TJ para falar com o presidente José Carlos Malta Marques.
O irmão da vítima disse que todos os irmãos foram ao TJ agradecer a nomeação de um novo desembargador para tratar do andamento do caso e reforçou que “Orlando Manso, que anteriormente estava à frente do caso, contribuiu para que o processo ficasse parado. A família espera por justiça há 16 anos”, revelou David Holanda.
“A impunidade está muito grande em nosso estado. Meu irmão foi assassinado e nada aconteceu. É muito triste ver uma família desintegrada”, desabafou David Holanda.
Os irmãos de Dimas Holanda esperam que agora o processo ganhe mais celeridade e possam ser apontados os acusados. “Nós não somos policiais para apontar os culpados. Isso tem que ser feito pela justiça”, concluiu David Holanda.
O caso
Em abril de 1997, a Procuradoria Geral de Justiça denunciou ao Tribunal de Justiça o deputado estadual João Beltrão (PRTB) como autor intelectual do assassinato do bancário Dimas de Holanda Fonseca.
O crime teria sido cometido após a descoberta que a vítima estava tendo um caso com uma suposta amante do parlamentar. Beltrão não integrou a lista de denunciados que foi ofertada pela Promotoria de 1º grau, porém na época já haviam indícios do envolvimento do deputado.
A denúncia inicial aponta que os autores materiais Eufrásio Tenório Dantas, "Cutita", Daniel Luiz da Silva Sobrinho, Paulo Nei, Valdomiro dos Santos Barros, José Carlos Silva Ferreira, o "Ferreirinha" e Valter Dias Santa Filho, o "Valter Doido" foram recrutados pelo deputado estadual para matar o bancário.
Eles teriam usado um veículo de propriedade do parlamentar para executar a vítima em uma rua do Conjunto Santo Eduardo, em Maceió. Fora que todos os envolvidos eram da mais estreita confiança de Beltrão.
Para embasar a denúncia a Procuradoria Geral de Justiça anexou os depoimentos feitos por quatro irmãos da vítima, o coronel da reserva da Polícia Militar Nerecinor Sarmento, o ex-tenente coronel Manoel Cavalcante -que prestou as informações aos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.
