O Ministério de Público de Contas quer saber do presidente da Assembleia o porquê de a Casa de Tavares Bastos ter divulgado o número de matrícula e não o nome dos servidores na lista que traz os valores da folha salarial do legislativo estadual. A maneira utilizada pela presidência da ALE para fazer a divulgação não está errada, explicou o MP de Contas, mas não é a recomendada pelo órgão.

“Na verdade, existem duas formas para essa divulgação e uma delas é com o número de matrícula, como foi usado pela Assembleia e a outra é com os nomes, como é feito pela maioria dos órgãos do estado”, disse o procurador do MP de Contas Rafael Alcântara.

O procurador explicou também que a forma recomendada pelo MP de Contas é para dar mais clareza às informações. Com o nome, o cargo e o salário, disse Alcântara, o quesito transparência é mais contemplado.

“Nós fazemos assim e recomendamos também. Como é algo novo, ainda não tem legislação específica e é muito controverso”, disse o procurador.

Já o Ministério Público Estadual informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que diante da falta de clareza na folha de pagamento da Assembleia solicitou à presidência da Casa que complete as informações, a fim de torná-las mais claras.