O corregedor nacional da Justiça, ministro Francisco Falcão, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira (11), no Tribunal de Justiça de Alagoas. A visita ao estado tem o objetivo de “conhecer as instalações do TJ e trabalhar em parceria com a justiça alagoana”, destacou Falcão.
Questionado sobre a pesquisa do CNJ da “meta 1 de 2012”, onde Alagoas ficou na penúltima posição entre todos os tribunais do país, o ministro reforçou que “essa é uma situação que acontece em diversos estados brasileiros, porém “é preciso acelerar a justiça, porque justiça que tarda não é justiça”.
Quanto às dificuldades de investigação o magistrado disse que as metas devem ser cumpridas na sua totalidade. Sobre investigação do caso do desembargador do TJ, Washington Luiz de estar supostamente envolvido no recebimento de propina na 'máfia da merenda', o ministro reforçou que não iria se posicionar já que a investigação corre em caráter sigiloso.
“É preciso uniformizar e padronizar as ações do judiciário no Brasil”, falou Falcão.
Após a coletiva, Francisco Falcão, que está em Alagoas pela primeira vez, participou de reunião com os desembargadores e juízes integrantes do Judiciário estadual. O desembargador José Carlos Malta Marques, presidente do TJ/AL e Alcides Gusmão da Silva, corregedor-geral do TJ/AL, participaram da conferência sobre as atividades da Corregedoria Nacional proferida aos magistrados integrantes. O encontro contemplou também representantes das Justiças do Trabalho e Federal.
O desembargador Severino Rodrigues, presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e o ministro alagoano Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), participaram do encontro.


