Dois anos após denúncias de negligência e irregularidades, o plano de saúde “HapVida” foi centro de uma audiência coletiva na manhã desta quinta-feira (11), na sede do Ministério Público Estadual. Consumidores lesados e que tiveram inclusive, parentes que faleceram em detrimento da falta de atendimento, participaram da reunião que teve a participação de vários órgãos, inclusive a Agência Nacional de Saúde (ANS).
De acordo com o radialista Elias Ferreira, que perdeu o pai há dois anos vítima de negligência no hospital Maceió, de propriedade do “HapVida”, a reunião serve para abrir os olhos das autoridades e da população para que, situações como a dele, não se repitam.
“Independente do que acontecer aqui, é preciso que haja uma maior fiscalização e que seja modificada a conduta deste ou de outros planos de saúde que trabalhem dessa forma. Eu perdi meu pai e seria triste ver essa situação se repetir com outra pessoas.
Em 2011, por negligência da equipe médica e administração do hospital, o pai de Elias, José Ferreira, de 90 anos, demorou a ser atendido e veio a falecer, gerando a primeira denúncia e abrindo um caminho para diversas queixas com relação ao plano de saúde.
Conduziram a reunião os promotores Max Martins e Denise Guimarães, da Promotoria Coletiva de Direito do Consumidor, além da representante da ANS, Cintia Beltrão, do núcleo de Pernambuco, o advogado José Tenório Gameleira, representantes do município, Estácio da Silveira e Roberta Saturnino, da Procuradoria Geral do Município e Secretaria de Administração respectivamente, além do representante do “HapVida”, Valmar Paes Peixoto.
Na reunião, foram discutidos assuntos pertinentes as denúncias e posteriormente será definido, se será aplicado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou se o plano de saúde será enquadrado em uma ação civil pública, arcando com as conseqüências totais dos danos matérias, financeiros e a vida dos clientes, tanto os que participaram da reunião, quanto os outros que abriram queixas contra a empresa.

