Pelo jornal Tribuna Independente, o senador Fernando Collor fez ao governador Teotonio Vilela o desafio de “pacificar” Alagoas, criticando os índices de violência no Estado.

O senador quer uma resposta de Vilela, mas ao ser desafiado pelo governador, no mês passado, para apresentar pelo menos 10% do que fez por Alagoas, como governador e como presidente da República, em obras e ações nas políticas públicas do Estado, Collor calou-se. Silenciou completamente. Ignorou o desafio de apresentar o mínimo do mínimo de seu trabalho no executivo pelo povo alagoano.

Collor tem dito no Senado, e no palanque eleitoral que já montou para 2014, que o Brasil Mais Seguro não tem dado certo por culpa de Vilela, indo na contramão da avaliação do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional de Segurança Pública de que o programa em Alagoas está avançando,  muito embora em fevereiro o índice tenha subido, o que é de reconhecimento público do governo federal e do governo estadual.

Para o MJ e o governo do Estado, o crescimento do número de crimes de morte, embora preocupante, não coloca em risco tudo o que já foi feito e está sendo feito pelo Brasil Mais Seguro em Alagoas.

A própria Dilma Rousseff tem elogiado o desempenho do programa em Alagoas e Teotonio Vilela como gestor público, coisa que Collor igualmente ignora. Na verdade, ao que parece, Collor despreza totalmente o Brasil Mais Seguro.

Não participou das reuniões que discutiram a implantação do Brasil Mais Seguro no Estado, não acompanha as avaliações mensais do governo estadual e da Secretaria Nacional de Segurança sobre o programa, e nunca procurou o Conselho Estadual de Segurança ou qualquer outra instituição oficial para se inserir nas ações de enfrentamento à criminalidade em Alagoas.

Sobre o Brasil Mais Seguro, o senador limita-se ao discurso agressivo. É o reflexo da campanha eleitoral antecipada que Collor iniciou, escolhendo como seu adversário o governador Teotonio Vilela e o governo do Estado. Haja vista a sua aproximação hoje com sindicatos e militantes de esquerda que, no passado, em sua gestão no governo de Alagoas, enxotava do Palácio Floriano Peixoto, sem pena, nem dó.

Mas, voltando aos desafios, é bom Collor não esquecer que também foi desafiado.

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