O corpo de uma vítima de acidente de trânsito foi o primeiro a ser exumado pelas equipes do Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas nesta sexta-feira (1º), no Cemitério de São José, localizado no Trapiche da Barra, em Maceió. Trata-se dos restos mortais de Natanael Abílio dos Santos que se envolveu num acidente no ano passado na Via Expressa.

Uma tenda foi montada no cemitério para dar suporte no procedimento das exumações que é comandado pela perita da Força Nacional do Amazonas Marilane Marinho. O trabalho é acompanhado pelo coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, delegado Cícero Lima.

A iniciativa de priorizar a exumação dos corpos de vítimas de acidente partiu do instituto, já que, segundo o diretor Luiz Mansur, a seguradora informou que para a família do morto conseguir dar andamento no seguro DPVAT existe a necessidade da expedição do laudo do IML, não aceitando apenas a certidão de óbito.

Ainda não há um número total de exumações a serem realizadas prioritariamente. No entanto, na próxima semana mais duas estão agendadas e tudo dependerá, de acordo com Mansur, da logística, já que não tem material suficiente no órgão e falta pessoal. “Estamos fazendo uma logística para dar andamento aos trabalhos”, colocou.

Mansur ainda deixou claro que caso a justiça aponte necessário, o IML vai colocar na lista de exumação vítimas de crimes para que haja a celeridade ao inquérito policial.

Após vários meses de expectativa para familiares, a data para o início das exumações foi definida numa reunião convocada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que contou com a presença de representantes do Instituto Médico Legal (IML), Conselho Estadual de Segurança (Conseg) e Polícia Civil de Alagoas (PC). 

Exumar os casos mais urgentes foi uma proposta do presidente do Conselho Estadual de Segurança, juiz Maurício Brêda, que também participou do encontro na última segunda-feira. A medida será adotada já que o diretor o órgão, Luiz Mansur, afirmou que o IML não tem estrutura para realizar todas as exumações rapidamente. Mansur acrescentou que é impossível fazer exumações com a atual grade de médicos legistas.