O presidente do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), juiz Maurício Brêda, participou da reunião da Comissão Especial, que acompanha o andamento do Plano Brasil Mais Seguro, com os deputados estaduais Jeferson Morais (DEM), Ronaldo Medeiros (PT), Ricardo Nezinho (PMDB), Gilvan Barros (PSDB) e Joãozinho Pereira (PSDB), nesta quarta-feira (02).
Brêda destacou a importância da Comissão para que os deputados acompanhem os números da violência no estado e possam, junto com o Estado, buscar ações para combatê-la. “Essa comissão é muito importante para o Plano de Segurança”, enfatizou.
O magistrado expôs para os parlamentares a visão do Conseg sobre os avanços do Brasil Mais Seguro e sobre as Bases Comunitárias. Para ele, o maior problema enfrentado pelo estado no combate à violência é o número de contingente policial nas ruas. “Eu já coloquei essa minha opinião outras vezes. Tem que haver concurso para a segurança e aumentar o número de policiais nas ruas”, completou o magistrado.
Segundo Brêda, nos três meses da implantação do Plano no estado, houve uma redução significativa no número de homicídios. “Nós podemos notar essa evolução diante dos números de crimes esclarecidos no Estado. Antes do Plano apenas 5% dos crimes eram esclarecidos. Hoje temos 23% dos crimes totalmente esclarecido e muitos com suspeitos”, destacou o juiz, atribuindo o número a criação da Delegacia de Homicídios.
Sobre as Bases Comunitárias, Brêda disse que a Polícia Militar tem conseguido resolver mais de 40% dos problemas através do diálogo com a comunidade, mas afirmou que o problema está nos arredores das bases, onde não são aplicadas políticas publicas para a população.
O comandante da Polícia Militar, Dimas Barros, também ressaltou a importância da Comissão Parlamentar para discutir a segurança pública, junto com a sociedade. Segundo Barros, é fundamental que a sociedade tenha conhecimento sobre o funcionamento das Bases Comunitárias se seus avanços.



