Com o objetivo de atualizar as informações operacionais e os aspectos estruturais das três principais cooperativas de catadores de lixo que atuam em Maceió, a Diretoria de Planejamento da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) visitou na manhã desta terça-feira (19) às sedes das entidades que promovem a coleta seletiva na capital: a Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (Coopvila), a Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum) e Cooperativa dos Recicladores de Alagoas (Cooprel)

Entre elas, a Cooplum e a Cooprel recebem apoio direto da Slum, que fornece veículos para a realização da coleta e atua como parceira na implantação da coleta seletiva nos bairros de Maceió.

A atuação das cooperativas se estende por diversas partes da cidade. Além de recolher o material reciclável nas residências, elas atendem a demanda de grandes geradores, como redes de supermercados, clubes recreativos, Correios, instituições e outros estabelecimentos comerciais.

A atividade também conta com o trabalho dos catadores, que realizam a coleta em carrocinhas e transportam o material recolhido até as sedes das cooperativas. De acordo com os representantes das cooperativas, entre os itens mais procurados pelos compradores estão garrafas PET, papelão e alumínio.

No caso da Cooprel, a presidente Maria José, a “Meuri”, estima que a coleta média mensal chegue a 14 toneladas de lixo reciclável. Uma parte do material aproveitado chega a ser comercializado para o Estado de Pernambuco. Enquanto a Cooplum e a Coopvila recolhem a maior parte dos resíduos fornecidos por grandes geradores na parte baixa da cidade, a Cooprel tem na coleta seletiva domiciliar implantada na parte alta da cidade o maior volume de material recolhido.

A visita teve o intuito de mapear as principais características das cooperativas e identificar o perfil de atuação de cada um delas”, explicou Gustavo Novaes, superintendente da Slum. Um edital que irá estabelecer a destinação de recursos do município para as cooperativas deverá ser lançado ainda este ano. Com ele, a Slum espera poder ampliar a implantação da coleta seletiva e intensificar a fiscalização para garantir a efetiva realização dos serviços.

Os benefícios gerados a partir da prática da coleta seletiva são muitos. Entre eles, o aumento da vida útil do aterro sanitário, a contribuição para a preservação do meio-ambiente, a prática da consciência ambiental e o auxílio para a geração de renda para os catadores e cooperativados.